Nenê coloca torcedores para vibrarem e afirma: ‘Não temi ser vaiado novamente’

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basqueteNome gritado pela torcida e muitos aplausos para Nenê Hilário na vitória da seleção brasileira sobre Angola (98 a 60) no Super Desafio Bra de basquete masculino. O pivô encontrou, nesta quinta-feira, no Maracanãzinho, um cenário completamente diferente do que foi apresentado para ele na partida entre Chicago Bulls e Washington Wizards, em outubro de 2013, pela pré-temporada da NBA. Na ocasião, na HSBC Arena, também no Rio de Janeiro o ex-jogador do Vasco foi bastante hostilizado pelos torcedores. Dessa vez, ele terminou a partida com bons números (sete pontos, cinco rebotes, duas assistências e um toco) e, no último quarto, ainda colocou o público presente no ginásio para vibrar com uma enterrada espetacular.

– Estou acostumado com vaias na NBA e não temi que isso ocorresse novamente. Nos Estados Unidos, a gente joga em outras cidades e é sempre vaiado. Temos que ter um psicológico muito forte – afirmou o camisa 13 da equipe comandada por Rubén Magnano.

A primeira partida entre equipes da NBA realizada no Brasil tinha, a princípio, o brasileiro que atua no Washington Wizards como ‘mestre de cerimônia’. No entanto, as recusas para servir a seleção no passado, principalmente na vexatória campanha na Copa América (em setembro de 2013), fizeram com que o jogador fosse vaiado pelos torcedores a cada vez que pegava na bola.

– Aqui não é NBA, aqui é seleção. O que aconteceu ano passado é outra coisa. A torcida precisa conhecer melhor o histórico de um jogador. E vocês (imprensa) precisam passar isso para eles (torcedores) de forma correta – disse Nenê.

Após falar com emoção de seu passado no Maracanãzinho, onde foi campeão nacional em 2001 defendendo o Vasco, o pivô da seleção chamou a atenção para o fato de que a partida contra a Argentina, apesar de toda a rivalidade, deve ser encarada como um momento de ajuste para a equipe brasileira.

– Jogo contra os argentinos é sempre diferente, bastante pegado. É importante ganhar, mas temos que pensar que esse é o momento de ajustes. Estamos todos juntos, sadios e no auge da carreira. Então, temos uma possibilidade muito grande de irmos bem no Mundial e estamos trabalhando muito forte para isso – explicou Nenê, que citou o exemplo do problema atual vivido pela Confederação Argentina de Basquete (CABB) para dizer que o Brasil precisa continuar evoluindo.

– Nós já passamos o que está acontecendo na Argentina. Então, os dirigentes no Brasil devem tomar isso como exemplo para evoluir – completou.

O Super Desafio Bra prossegue nesta sexta-feira, às 16hs (com entradas no valor de R$ 40 – inteira). Os angolanos voltam à quadra para enfrentar, desta vez, a Argentina. No sábado, às 10h, os argentinos serão os adversários do Brasil. Para esta partida, ainda restam ingressos de arquibancada (R$ 50 – inteira). O torneio realizado no Maracanãzinho faz parte da preparação da seleção comandada por Rubén Magnano para a Copa do Mundo da Espanha, que começa dia 30 de agosto.

IG