Nem se vender a Celg Marconi paga as dívidas que fez na empresa

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A privatização da Celg subiu no telhado. Além do preço divulgado na semana passada pelo governo federal por meio do Plano Nacional de Desestatização (PND) ter ficado muito abaixo do esperado pelo governo de Goiás, também está definido que no ato da venda as dívidas da Companhia devem ser liquidadas. No final contas, como adiantou o senador Ronaldo Caiado (DEM), há um risco acentuado do governo de Goiás ainda ficar devendo mesmo com a venda da empresa. O governador Marconi Perillo (PSDB), óbvio, não contava com esses percalços.

Foi publicado no Diário Oficial da União que a Celg D está avaliada em R$ 5,2 bilhões. Se esse for o valor da venda, haverá de imediato um desconto de R$ 2,5 bilhões de dívidas da estatal goiana. O restante, R$ 2,7 bilhões seriam então repartidos entre a Eletrobrás e o governo de Goiás. Portanto, restariam cerca de R$ 1,3 bilhão ao Estado.

Ocorre que essa conta ainda não está fechada. Em setembro do ano passado, o governador Marconi Perillo conseguiu empréstimo de R$ 1,9 bilhões junto a Caixa Econômica Federal em nome da Celg Par, que controla as ações do Estado referentes a Celg D, para pagar dívidas anteriores da empresa e fazer investimentos. Essas parcelas começam a vencer em 2017.

Porém, se a privatização for efetivada, a dívida com a Caixa tem de ser liquidada de imediato. Assim, pode ser que o Estado arrecade R$ 1,3 bilhão com a venda da Celg e tenha de pagar uma dívida de R$ 1,9 bilhão – restando uma dívida de R$ 600 milhões.

GoiasReal