Muricy fracassa de novo em mata-mata com o São Paulo e nega “entregada”

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muricyA eliminação para o Bragantino, na quarta-feira, foi a que menos Muricy Ramalho sentiu em seu retorno ao São Paulo. Depois de ter caído para Penapolense (semifinal do Campeonato Paulista deste ano) e Ponte Preta (semifinal da Copa Sul-americana de 2013), o treinador até absorveu bem a queda na terceira fase da Copa do Brasil, em pleno Morumbi. Agora, a equipe jogará a Copa Sul-americana.

“Para a Ponte foi mais doído, porque a gente estava mais perto do título. Essa, sim, foi a eliminação mais doída”, disse, depois da derrota por 3 a 1 – por ter vencido o duelo de ida por 2 a 1, em Ribeirão Preto, o São Paulo dependia de empate ou revés simples para avançar às oitavas de final.

A hipótese de o São Paulo ter perdido de propósito para o Bragantino, a fim de disputar a Copa Sul-americana, deixou Muricy Ramalho irritado. O treinador não gostou de ouvir que o revés por 3 a 1, nesta quarta-feira, poderia ter sido motivado pela chance de disputar o torneio continental.

“O cara que pensa assim é burro, porque estão os melhores argentinos, os melhores colombianos. É dificílima a Sul-americana. Perdemos porque o outro time foi melhor, não dá para pensar nisso. Tenho certeza de que os jogadores nem pensaram nisso, porque não fazem conta, não olham para a Sul-americana”, disse.

Derrotado de virada dentro de casa, Muricy chega à sua 13ª eliminação em mata-mata pelo clube. Na passagem anterior, entre 2006 e 2009, ele tinha caído outras dez vezes, para Cruzeiro (Libertadores-2009), Corinthians (Paulista-2009), Atlético-PR (Sul-Americana-2008), Fluminense (Libertadores-2008), Palmeiras (Paulista-2008), Millonarios-COL (Sul-Americana-2007), São Caetano (Paulista-2007), Grêmio (Libertadores-2007), Internacional (Libertadores-2006), Boca Juniors (Recopa-2006).

O histórico negativo nesse formato de competição incomoda muito o técnico, que não gosta de ser questionado sobre o assunto. Na quarta-feira, ao ouvir pergunta sobre a diferença entre campeonatos por pontos corridos e copas, ele respondeu irritado.

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“É jogo de futebol, não tem nada a ver. Tem que ganhar o jogo para passar, e a gente perdeu. A gente tinha o empate a nosso favor, mas tinha que ganhar, não muda nada”, falou por falar.

Como tinha vencido o duelo de ida por 2 a 1, em Ribeirão Preto, o São Paulo poderia ter empatado ou sofrido uma derrota simples para avançar às oitavas de final da Copa do Brasil. O time até saiu em vantagem, logo aos seis minutos, mas sofreu o empate no primeiro tempo e levou a virada depois do intervalo.

Os três gols sofridos foram frutos de erros defensivos, sempre com alguma colaboração do goleiro e capitão Rogério Ceni. No primeiro, ele aceitou chute da entrada da área – a bola passou por baixo do seu braço. No segundo, após cobrança de escanteio, um leve desvio junto à trave bastou para colocar o Bragantino em vantagem. O terceiro e último gol surgiu em rebote oferecido pelo goleiro no meio da área.

“Nos dez primeiros minutos, parecia que a gente passearia em campo. Nosso time fez o gol e ainda continuou com chance, poderia ter feito o segundo. Conversei muito com eles em relação a isso. O time deu uma relaxada. Aí você quer voltar para o jogo e não consegue mais. O Bragantino realmente mereceu, a gente não pode reclamar de nada”, avaliou.

Para todas as perguntas que colocavam em dúvida sua qualidade ou seu futuro dentro do clube, Muricy deu respostas atravessadas. “Você pensa assim (que posso ser demitido), porque é um cara ruim. Tenho contrato com o São Paulo e vou cumprir”, rebateu, antes de ser sucinto ao extremo quando questionado se tinha uma explicação para mais uma queda para um clube menor do interior paulista.

Eliminado de forma precoce na competição mata-mata nacional, o São Paulo agora passará a disputar a Sul-americana. Antes disso, no entanto, sua primeira preocupação é o clássico de domingo, contra o Palmeiras, pelo Brasileiro, no Pacaembu.

IG