Município injeta R$ 70 milhões na economia aparecidense com 13º salário dos servidores

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A informação foi confirmada pelo secretário da Fazenda de Aparecida, Carlos Eduardo de Paula Rodrigues

Em tempos de crise financeira e com estados e municípios em dificuldade para pagar os salários dentro do mês trabalhado e o 13º salário, a Prefeitura de Aparecida quitará duas folhas e o salário extra do funcionalismo público em um período de pouco mais de 30 dias. O pagamento da primeira parcela do 13º foi feito na segunda-feira, 21, e a segunda parcela será quitada antes do Natal. O salário de novembro será pago dentro do mês trabalhado e a folha de dezembro será quitada também antes das festas de fim de ano. Com isso, a Prefeitura injetará na economia local mais de R$ 70 milhões. Os comerciantes da cidade comemoram e acreditam que a medida vai aquecer a economia nos últimos dias de 2016.

O pagamento de três folhas em menos de 30 dias se tornou uma tradição em Aparecida com a gestão do prefeito Maguito Vilela (PMDB). “Mesmo em tempos de crise econômica, a prefeitura tem honrado seus compromissos com os servidores públicos e também com os fornecedores. São quatro pagamentos em trinta dias para o funcionalismo público, assim, vamos garantir tranquilidade para os servidores do município e ainda contribuir para a movimentação do comércio da nossa cidade”, sublinhou o secretário.

O secretário enfatizou que desde que assumiu a prefeitura, em 2009, o prefeito Maguito Vilela tem quitado o salário dos servidores públicos dentro do mês trabalhado, o que dá estabilidade ao trabalhador para programar seus débitos e organizar o orçamento familiar sem riscos. “O prazo estipulado para pagamento é até o quinto dia útil do mês seguinte ao trabalhado, mas aqui em Aparecida o prefeito estipulou o pagamento sempre dentro do mês trabalhado, para que o servidor pudesse organizar suas contas. Isso reforça a valorização e o compromisso com os servidores municipais”.

Com o crescimento experimentado por Aparecida de Goiânia nesses últimos oito anos, o que atraiu milhares de empresas, fazendo com que a cidade saltasse de seis mil para 32 mil empresas ativas, o final de 2016, embora o país esteja passando por uma grave crise econômica, será mais lucrativo. Levando em consideração os rendimentos dos servidores públicos municipais, estaduais e também os trabalhadores da iniciativa privada, haverá um fluxo grande de recursos girando no município, e o comércio local absorverá cerca de 80% desse montante, conforme explica o secretário de Indústria e Comércio. “Aparecida era cidade dormitório e a população gastava mais na capital do que aqui. Essa realidade mudou nos últimos anos”, pontuou Ralph Vicente.

Quem também está otimista para a injeção desses recursos no comércio local é o vice-presidente da Associação Comercial e Industrial de Aparecida de Goiânia (Aciag), Leopoldo Moreira Neto. Segundo ele, o trabalhador já vem fazendo o dever de casa desde o arrocho da crise no ano passado e que neste ano, com as contas já acertadas, deve investir nele mesmo com a compra de um carro ou outro bem e também em terceiros, com a compra de presentes. “Acredito que as festas de final de ano vão alavancar ainda mais a economia de Aparecida, fazendo com que o comércio se agite aumentando o consumo com o aumento da demanda”, justificou Leopoldo.