Mulher que acompanhava suspeitos é indiciada por crime em frente a boate

Câmeras de segurança mostram que tiroteio foi premeditado, diz delegado.

A Polícia Civil de Goíás afirma que uma das mulheres detidas suspeitas de envolvimento em um tiroteio que deixou um policial militar e um suspeito baleados, teve participação ativa no crime. Na ocasião, ela afirmou ter sido obrigada por outro suspeito a dirigir o carro usado para a fuga. Segundo a polícia, imagens de câmeras de seguranças mostram que ela ajudou na fuga e no socorro ao suspeito atingido pelo PM. Ela foi indiciada por homicídio qualificado.

liquidO tiroteio ocorreu na madrugada do último dia 4 deste mês em uma boate do Setor Marista, em Goiânia. Os dois baleados foram socorridos e encaminhados para hospitais da capital. O soldado da PM Pedro Henrique Rodrigues Teodoro, de 28 anos, que estava de folga no local e, segundo as investigações, reagiu à ação dos criminosos, morreu três dias depois do crime. O outro homem que foi baleado, apontado como um dos autores da confusão, morreu no mesmo dia que o PM.

Com a ajuda dos vídeos, a polícia concluiu que os suspeitos premeditaram o crime. Além disso, a polícia descartou a versão da mulher, que alegou ter sido sequestrada e coagida a conduzir o veículo.

Vídeos
Nas imagens é possível ver o carro utilizado pelos dois suspeitos e pelas duas mulheres que os acompanhavam,há um quarteirão da boate. Por volta de 0h28, os quatros passam de carro em frente à boate, param e observam o local. Segundo a polícia, quem dirigia o veículo era o suspeito que foi baleado pelo policial militar.

Depois, dão a volta no quarteirão. Ao retornarem ao local, é a mulher quem dirige o carro. Três minutos depois, os suspeitos começam a atirar.

Ao perceber a ação, o soldado da Polícia Militar Pedro Henrique Rodrigues Teodoro, de 28 anos, que estava de folga no local, atravessa a rua e dispara contra um dos suspeitos. Na sequência, o comparsa atinge o agente pelas costas.

“Tudo leva a crer que o crime foi premeditado e a intenção deles era acertar os seguranças da boate que impediram a entrada deles no local. Isso reforça a tese de que todos estavam com suas atividades definidas e que ela ficou responsável por aguardar a prática criminosa e, em seguida, evadir do local com os criminosos”, disse o delegado responsável pelo caso, Hellyton Miranda de Carvalho.

Segundo a polícia, outra comprovação da participação da mulher no crime são as câmeras de segurança do hospital onde o grupo pediu socorro. A investigação mostra que ela leva o homem baleado pelo braço e se mostra preocupada e, em nenhum momento, fica sob a mira de uma arma. Depois de conseguirem atendimento para o suspeito, a mulher volta a dirigir e leva os outros dois ocupantes embora sem nenhuma ameaça.

Crime
Segundo a PM, a confusão começou após um desentendimento entre clientes e seguranças da boate. Na ocasião, segundo o boletim de ocorrência, os funcionários do estabelecimento impediram a entrada de dois casais no local por causa das roupas que eles vestiam, pois estavam com bermudas e chinelos.

Revoltados, os suspeitos pegaram armas em um carro e retornaram à porta da boate, onde dispararam vários tiros. O PM, que estava fora do horário de trabalho e presenciou a briga, reagiu e baleou um dos homens, de 29 anos. O soldado também acabou baleado, foi levado ao Hugo, mas morreu três dias depois.

Ainda segundo informações da polícia, os quatro suspeitos fugiram em um carro e deixaram o amigo baleado na porta do Hospital de Urgências. Em seguida, os três que seguiam no veículo acabaram detidos e encaminhados ao 5º Distrito Policial.

Posteriormente, eles foram transferidos ao 8º DP para registro da ocorrência. Responsável por investigar o caso, o delegado Hellynton Carvalho informou ao G1 que o homem sobrevivente segue detido no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia. Ele foi autuado em flagrante por tentativa de homicídio, mas que agora será configurado como homicídio devido à morte do soldado.

As duas mulheres que estavam com os suspeitos no momento da confusão foram liberadas após prestarem depoimento.

G1

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