MP-GO denuncia suspeito de matar garçom na porta de boate, em Goiânia

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O Ministério Público de Goiás (MP-GO) ofereceu denúncia, na segunda-feira (2), contra Cairo Petrucci de Paiva, de 22 anos, suspeito de matar o garçom Edmar Cavalcante Rabelo Filho, de 20, na porta de uma boate no Setor Marista, em Goiânia. A promotoria sustenta que ele deve responder por homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

O crime aconteceu no último dia 18 de fevereiro na porta da boate Pink Elephant, que fica no Setor Marista. Conforme a investigação da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DIH), o garçom estava de folga em uma festa particular com amigos, próximo à entrada do estabelecimento, quando foi baleado por Cairo. A vítima foi socorrida, levada para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo), chegou ao local em estado grave e não resistiu aos ferimentos.

Segundo a delegada Myrian Vidal, que investigou o caso na DIH, na noite do crime, Cairo foi barrado por seguranças, já que a casa noturna estava reservada para um evento privado, em que estava a vítima.

A delegada afirmou que o rapaz estava bêbado e sob o efeito de drogas e, naquele momento, se irritou e acabou derramando a bebida da mesa em que Edmar estava.

“Com a confusão, a vítima, que estava próxima à entrada, se assustou e perguntou o que estava acontecendo. O Cairo saiu de lá, foi até o carro, buscou uma arma, atirou na vítima e depois foi embora em um taxi”, disse a delegada, na ocasião.

O suspeito fugiu após o crime, mas foi preso pela polícia no último dia 9 de março, quando chegava à escola em que a mãe dele trabalha, no Setor Aeroviário, na capital.

 

Motivo fútil
O promotor de Justiça Maurício Gonçalves Camargos destacou na denúncia que Cairo cometeu o homicídio por motivo fútil, em função de uma discussão banal, e com recurso que impossibilitou a defesa da vítima, já que o denunciado atirou logo ao surpreender a vítima.

O promotor também pediu que a polícia envie ao Poder Judiciário, em um prazo de 30 dias, autos complementares da investigação em relação ao envolvimento de um amigo de Cairo no homicídio. Caso fique comprovada a ligação, ele também poderá responder pelo crime.

Por fim, Maurício Camargos pediu à Justiça a conversão da prisão temporária de Cairo para preventiva, pois ele “demonstrou total desprezo com a vida alheia, e total insensibilidade moral”, podendo cometer crime semelhante.

A assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) informou ao G1 que a denúncia foi entregue à escrivania da 1ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida na manhã desta terça-feira (3). O juiz Jesseir Coelho de Alcântara será o responsável por analisar o caso.

G1

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