MP-GO dá prazo para abertura de novos leitos em UTIs pediátricas

mpEm reunião com representantes da Secretaria Estadual de Saúde, na terça-feira (1º), o Ministério Público de Goiás (MP-GO) estabeleceu prazo para a solução do déficit de leitos em Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais e pediátricas pelo Sistema Único de Saúde (SUS), no estado.

O promotor de Justiça Érico de Pina estabeleceu prazo de 30 dias para a abertura de dez novos leitos em UTIs neonatais e de 60 dias para que sejam abertos dez leitos em UTIs pediátricas. “A implementação dessas medidas vai dar uma aliviada muito boa na demanda”, acredita o promotor.

Durante a reunião também foi discutido como opção para sanar o problema que dez das 40 vagas de UTI do Hospital de Urgências da Região Noroeste, o Hugo 2, sejam destinadas à pediatria, isso quando o hospital começar a operar. Outro ponto abordado foi que pacientes que utilizam as UTIs de forma permanente recebam assistência em casa.

Déficit
Segundo a Secretaria de Saúde, 70% dos leitos de pediatria no estado estão na capital. Atualmente, Goiânia tem 39 leitos de UTI pediátrica, 85 de UTI neonatal e 37 unidades de cuidado intermediário de recém-nascidos. Os leitos são insuficientes para suprir a demanda da capital e de pacientes que vêm de cidades do interior.

Segundo o diretor da Central de Regulação de Goiânia, órgão responsável por controlar as entradas e saídas de pacientes dos leitos, também faltam vagas nas unidades particulares. “Em Goiânia o serviço particular só tem três hospitais que têm essa modalidade de UTI pediátrica. E não só para atender o SUS, para atender toda a rede conveniada. Então tem uma dificuldade, inclusive, não só para o sistema de saúde, mas para todo o usuário ou de plano de saúde ou se serviço particular “, afirma Cláudio Tavares.

Espera
Na segunda-feira (30), mães de 22 crianças internadas no Hospital Materno Infantil (HMI), em Goiânia, aguardam vagas para os filhos em UTIs, segundo a unidade de saúde. Imagens registradas por Vanessa do Nascimento Siqueira, que espera há 20 dias por um leito para o filho recém-nascido, Gabriel Henrique, mostram outra mãe dormindo no chão do hospital à espera da transferência.

Por meio de nota, a assessoria da Secretaria Estadual de Saúde explicou que as mães de crianças que aguardam por transferência para outras unidades dispõem de cadeiras de acompanhantes. “Essas mães, portanto, normalmente não dormem no chão”, diz o comunicado.

O caso da paciente fotografada por Vanessa Siqueira, segundo a assessoria, foi diferente “porque trata-se de uma mãe que não quis se acomodar na cadeira e optou por se deitar no chão”. De acordo com a secretaria, o Serviço Social e de Psicologia do HMI já foi acionado para verificar esse caso.

O diretor do Hospital Materno Infantil, Ivan Isaac, afirma que a oferta de vagas é limitada e não é suficiente para atender à demanda, pois a unidade dispõe de oito leitos de UTI Neonatal e 10 de UTI Pediátrica, sempre trabalhando em lotação máxima. O hospital esclarece, ainda, que quando recebe um paciente que necessita de um tratamento intensivo pede o leito especial à Central de Regulação de Vagas de Goiânia, órgão responsável pela liberação e encaminhamento de todas as vagas de internação.

G1

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