MP denuncia suposto serial killer por morte de outro homem em Goiânia

Ele já responde pelo assassinato de outra vítima do sexo masculino.

seriaalnovaO Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) denunciou o suposto serial killer Tiago Henrique Gomes da Rocha, de 27 anos, pela morte de Rafael Carvalho Gonçalves, ocorrida em Goiânia. De acordo com o órgão, o crime foi cometido no dia 16 de fevereiro de 2013 após o vigilante simular um assalto e depois disparar um tiro no peito da vítima. Preso desde outubro do ano passado, ele confessou à Polícia Civil ter matado 29 pessoas desde 2011.

Está é a segunda denúncia feita pelo MP-GO em que Tiago é apontado com autor de um homicídio em que a vítima é um homem. A primeira ocorreu no último dia 6 de março. Nesse caso, ele foi apontado como assassino de Adailton dos Santos Farias, no Setor Rodoviário.

De acordo com o promotor de Justiça Aguinaldo Bezerra Lino Tocantins, que fez a denúncia da morte de Rafael, no dia do crime, ele e um amigo haviam saído de um bar e tomado um ônibus. Após descer e caminhar até a Avenida Bernardo Sayão, onde pretendiam pegar um táxi para irem embora, foram surpreendidos por Tiago.

Conforme a denúncia, o vigilante estava em uma moto e abordou os jovens. Após pedir e receber os celulares e carteiras da dupla, ele os devolveu e atirou contra Rafael, que chegou a ser socorrido, mas não resistiu. O colega da vítima não foi ferido.

O promotor pede a condenação de Tiago por homicídio qualificado por motivo torpe e com emprego de recurso que dificultou ou tornou impossível a defesa da vítima.

Crimes
Cinco meses após a prisão de Tiago, 12 inquéritos seguem abertos na Polícia Civil de Goiás referentes a crimes confessados por ele. Por outro lado, 24 inquéritos já foram remetidos ao Poder Judiciário, que acatou denúncia do Ministério Público em 18 casos.

Sendo assim, além dos 12 casos ainda investigados e dos 24 remetidos à Justiça, ainda existe o caso da morte de duas pessoas, confessadas pelo vigilante, mas que teve outro indiciado, e uma tentativa de homicídio, na qual Tiago acreditava ter matado a vítima.

Além disso, a polícia apura ainda apura a possível participação do vigilante em outros 20 casos de mortes cometidas a facadas, cujo autor ainda não foi identificado, e em que o modo de agir se assemelha ao do vigilante.

Tiago irá a júri popular pelos homicídios das estudantes Ana Lídia Gomes de Sousa e Bárbara Luíza Ribeiro Costa, ambas de 14 anos.

Prisão
O vigilante foi preso no dia 14 de outubro do ano passado e aguarda julgamento no Núcleo de Custódia do Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. Além dos crimes contra mulheres, ele também confessou assassinatos de homossexuais e moradores de rua.

Na ocasião, o vigilante ficou em uma cela da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) por oito dias. No local, segundo revelou o delegado Eduardo Prado, o suspeito afirmou aos policiais que “estava com vontade de matar”.

Depois, em outubro, Tiago foi transferido para o Núcleo de Custódia do Complexo Prisional. Durante a transferência, mesmo escoltado por 20 policiais, ele conseguiu agredir um fotógrafo com um chute no abdômen antes de ser colocado no carro da polícia. No dia seguinte, o delegado Murilo Polati afirmou, durante entrevista coletiva, que o vigilante voltou a fazer ameaças de morte, desta vez, para os detentos do Núcleo de Custódia.

G1

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