Motoristas do transporte coletivo rejeitam reajuste salarial em Goiânia

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cidadesMotoristas que atuam no transporte coletivo na Grande Goiânia rejeitaram o acordo firmado entre o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários do Estado de Goiás (Sindittransporte) e o Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de Goiânia (Setransp), que acertava um reajuste salarial de 7%. A categoria, que defende um aumento de 15%, aguarda uma nova reunião com as empresas para definir sobre a possibilidade de greve.
A assembleia foi realizada no domingo (1º), na sede do Sindittransporte e também contou com a presença de representantes do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores no Transporte Coletivo Urbano de Goiânia e Região Metropolitana (Sindicoletivo), outra entidade que representa a categoria extraoficialmente, e do Ministério Público do Trabalho.

O termo aditivo que havia sido acordado pelo Sindittransporte e as empresas, no último dia 15, previa também reajuste de 16% no vale-alimentação. Mas a medida foi questionada pelo Sindicoletivo, que afirma não ter sido consultado sobre a proposta. Com a negativa dos motoristas, as negociações sobre reajuste salarial voltaram a ser reabertas.

Uma audiência no Tribunal Regional do Trabalho está agendada para a próxima quarta-feira (4), quando os motoristas pretendem pedir o aumento de 15%, além de reajuste do vale-alimentação e a volta do serviço de manobra, que é o transporte ao final do expediente. Depois, no próximo dia 15, a categoria vai discutir os rumos do movimento. Caso não haja acordo com o Setransp, os motoristas poderão decretar greve.

Procurada pelo G1, a assessoria de imprensa do Setransp informou que o órgão ainda vai se reunir com as empresas e consórcios de transporte para uma definição sobre o caso.

Protestos
Enquanto a situação não é definida pelos envolvidos, a população segue apreensiva sobre a possibilidade de ter os serviços de transporte interrompidos. No mês de maio, paralisações dos motoristas geraram uma série de protestos de passageiros e atos de vandalismos nos terminais e ônibus.

De acordo com a Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), 104 ônibus foram depredados durante as manifestações, que começaram no último dia 16 de maio.  O Terminal Bandeiras, por exemplo, também sofreu com o vandalismo. Lixeiras, vidros e máquinas de venda de comidas e bebidas foram destruídos.

Por medida de segurança, as empresas chegaram a recolher os veículos das ruas. Dezessete pessoas foram detidas, sendo que todos foram autuados pela prática de vandalismo e depredação do patrimônio público e privado.

Além deles, três estudantes que integram o Movimento Estudantil Popular Revolucionário foram presos no dia 23, suspeitos de depredar ônibus e incitar a violência durante manifestações que pediam melhorias no transporte da capital. Após uma semana na Casa de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital, eles foram libertados.

No total, a frota de veículos da Grande Goiânia é de 1.227. Por dia, são atendidos cerca de 750 mil usuários na Região Metropolitana. O órgão calcula que pelo menos 50% dos passageiros foram prejudicados durante os protestos.

G1

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