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Política

Militares da ativa descartam golpe

Redação
13 de julho de 2021

Em sua coluna no jornal Estadão, Eliane Cantanhêde escreve que dez entre dez oficiais da ativa descartam qualquer possibilidade das Forças Armadas participarem de algum tipo de golpe.

Os militares da ativa rebatem qualquer tipo de participação das Forças Armadas em algum tipo de golpe ou impedimento de realização das eleições. "Isso é coisa do Bolsonaro, não tem nada a ver conosco", seria a frase dita pelos militares segundo a coluna do jornal o Estado de São Paulo, conhecido como "Estadão".

Recentes falas do presidente Jair Bolsonaro, apoiado pelo general Walter Braga Netto, geraram uma espécie de medo de um possível golpe de Estado. De acordo com Catanhêde, o comandante do Exército, general Paulo Sérgio Oliveira, estaria em uma "situação delicada".

Porém, parece que os generais do Alto Comando não apoiam os recentes ataques à democracia - acusações de fraude nas eleições e ameaça de não realização das mesmas em 2022 caso o voto impresso não seja aprovado - e posturas do presidente contra as vacinas, distanciamento e uso máscaras, por exemplo.

Para a colunista, até Braga Netto, ex-chefe da Casa Civil, considerado fortemente bolsonarista não tem postura de apoio a qualquer confronto com o Planalto.

O senador Omar Aziz durante sessão da CPI da Covid, no Senado Federal, Brasília

© FOTO / MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASILO senador Omar Aziz durante sessão da CPI da Covid, no Senado Federal, BrasíliaOutra polêmica fala foi a do brigadeiro comandante da Aeronáutica, Carlos Almeida Baptista Jr., em entrevista ao jornal O Globo, na qual afirmou de forma autoritária que "homem armado não ameaça", fazendo referência a Omar Aziz, querendo dizer que militares não são adeptos de ameaças, mas sim de ações.

Os casos da Covaxin e das vacinas negociadas com propina de US$ 1 por dose seguem em investigação no Plenário. A empresa envolvida, a Precisa, tem má reputação, e a Covaxin ainda não tem autorização de uso no Brasil pela Anvisa.

Eliane Cantanhêde opina que as Forças Armadas têm sido prejudicadas não pela CPI, mas sim pelo ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello e seus militares.

Com informações do Estadão e do Sputnik Brasil

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