Mentir no currículo e nas redes sociais é crime punível com cadeia

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Você sabia que mentir no currículo e nas redes sociais além de desonesto e inescrupuloso pode ter consequências legais? Mentir num documento particular (como um currículo) pode ser considerado falsidade ideológica punível com de 1 a 3 anos de prisão.

Mas claro que dificilmente um réu primário será preso só por conta de uma mentira. O mais comum é que a pessoa tenha que cumprir serviços comunitários e se preparar para uma indenização caso a empresa envolvida no engodo resolva abrir um processo por danos morais.

Por incrível que pareça, é comum encontrar usuários que ostentam cargos, funções, diplomas e até mesmo especializações que nunca tiveram, muitas vezes em empresas que sequer trabalharam ou universidades que nunca frequentaram, principalmente nas redes sociais.

Em 2012, informações de credenciais acadêmicas falsas destruíram a carreira do então presidente do Yahoo, Scott Thompson, que foi demitido depois de quatro meses no cargo após a falsidade de seu diploma em ciência da computação ser descoberta.

O ex-presidente da Hungria Pál Schmitt passou por uma situação semelhante e teve que renunciar ao cargo após ser acusado de plagiar sua tese de doutorado. Esses dois exemplos dão uma boa ideia de como mentiras contidas em um currículo podem acabar com a reputação profissional de uma pessoa.

Para os donos de empresa com perfil no Linkedin, no Facebook ou em outra rede social, que se deparam com pessoas totalmente desconhecidas dizendo que trabalham para sua empresa, o caminho é lento e trabalhoso. É preciso acionar os sites e buscar ajuda de advogados e estar preparado para encarar um processo que pode ser longo.

CL