Marconi ‘tortura’ números para poder criticar servidor público

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Em entrevista coletiva na semana passada, o governador Marconi Perillo (PSDB) fez uma revelação que nunca tinha feito antes: a de que a folha salarial do funcionalismo público (ativos e inativos) ficaria com 75% da arrecadação do Estado. O número dado por Marconi, no entanto, não existe em lugar nenhum. Em nenhum Portal da Transparência ou site oficial, por exemplo. É possível que o governador tenha “torturado” os números para reforçar seu argumento contra o servidor público, a “causa” da vez do tucano?

Vamos aos números. A arrecadação de Goiás no mês de outubro foi de 1,95 bilhão. A soma dos proventos a serem pagos em novembro a ativos e inativos é de 774 milhões. Se considerarmos o adicional de previdência de 26,5%, o 13º (que é pago sempre no mês do aniversário, portanto diluído em todas as folhas) e um terço de férias, a média mensal alcança, no máximo, 1,06 bilhão.

Com esses números, superestimados no limite, o Estado de Goiás “gasta” no máximo 55% da arrecadação com funcionários públicos. Pode-se dizer que é muito, mas pelo menos é um número real, sem necessidade de torturar os números. E os outros 20%? Onde estão?

Mais do que isso, por que essa necessidade de Marconi de criticar o funcionalismo público apenas agora, no ano pós-eleitoral? Por que em 2014, ano de sua reeleição, ele só fez elogios ao funcionalismo?

GoiasReal

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