Marconi e José Eliton vão mesmo cortar 25% do salário dos servidores

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Como se não bastasse o salário parcelado, atrasado e o não cumprimento da data-base, o governador Marconi Perillo (PSDB), o vice-governador José Eliton (PSDB) e a secretária Ana Carla Abrão mandaram ofício no último dia 27 de outubro para todo o primeiro escalão do Estado falando em cortar 25% do salário dos funcionários públicos.

A estratégia é obrigar os trabalhadores a optarem por uma jornada reduzida de trabalho, o que levaria automaticamente à redução de 25% do vencimento. Caso o servidor não escolha a redução do expediente, o Estado pode arbitrar quem terá o salário reduzido.

A secretária afirma que a possibilidade já existe e está amparada na Lei nº 15.511 de 2011. O pedido feito aos presidentes de agências, aos secretários dirigentes de autarquias orienta para que “seja dada ampla divulgação desse benefício disponibilizando ao servidor. O objetivo é estimular a adesão dos mesmos”.

No último dia 2 de novembro, a bancada do PMDB na Assembleia Legislativa de Goiás já havia falado em entrar com uma representação no Ministério Público contra a redução de 25% no salário dos servidores públicos do Estado. Segundo o líder da bancada, deputado José Nelto, a ação é ruim porque não prevê compensação no número de funcionários ou redução da demanda de trabalho, apenas de horário e salário.

“Além do mais, é uma forma de oprimir o funcionário. O próprio governo está anunciando uma espécie de perseguição aos que não optarem pela redução das horas de trabalho e consequente redução dos vencimentos. Vão cortar pontos e prometem até exonerações”, destaca o parlamentar.

Enquanto isso, gastos com viagens do governador, shows pelo interior e gastos com publicidade não sofreram nenhuma restrição.

GoiasReal