A Lei Pelé é apenas um exemplo de má fé

Mudar as leis, como a Lei Pelé, que enriqueceram dirigentes, empresários e a maior rede de televisão. Esse é o maior desafio que teremos que enfrentar nos próximos meses.

Torci muito pra esse dia não chegar. Mesmo perdendo o Brasil, a copa vai deixar saudades.

Hoje se encerra a mcbf_marin_ricard1elhor copa de todas, com um raro exemplo de determinação e competência de um povo. Encantamos o mundo com um mega show de eficiência, conforto, hospitalidade e segurança. Nossa imagem mudou lá fora de modo irreversível e nada será mais como antes. Ganhamos com o turismo e vamos ganhar muito mais ainda. Os jogos olímpicos de 2016 já não enfrentaram a fúria dos radicais inconformados e travestidos de pessimistas de ocasião.

Agora, temos que eleger um Congresso Nacional progressista que permita libertar o futebol do resto de bestialidade que o envolveu a partir da era desastrada do neoliberalismo privatista, imposto ao País pelo PSDB. Nesse contexto, a lei Pelé é apenas um exemplo de má-fé.

Leis que enriqueceram dirigentes, empresários e a maior rede de televisão. Que destroçou os clubes, mandou embora os talentos, fechou as escolinhas de peneira, esvaziou os estádios, implantou a compra de títulos e de permanência na série A.

Vamos em frente. Mas, nesses próximos dias vozes se erguerão para desviar a discussão e, assim, manter esse esquema desonesto e falido de gestão do futebol.

Vão dizer que apenas falta planejamento. Ora, se planejamento fosse tudo, a Alemanha não estaria há 24 anos sem ganhar nada.

Vão dizer que foi o técnico. Ora, se fosse só o técnico por que ninguém arrisca escalar o time e esquema a ser usado?

Vão dizer que foi o Papa argentino. Ora, se assim fosse, por que a Polônia não ganhou copa com João Paulo II, nem a Alemanha com Bento XVI?

Vão dizer que foi o governo, mas sabemos e provamos que não é verdade. 

Enfim, precisamos manter o foco e realizar as mudanças estruturais e éticas que trarão a alegria de volta aos estádios e lares brasileiros.

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