Justiça de Goiás condena cinco réus pela morte de Leonardo Pareja

Criminoso ficou conhecido por comandar rebelião e debochar da polícia.

parehaO Tribunal do Júri de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana, condenou cinco réus pelo assassinato de Leonardo Pareja, criminoso que ficou nacionalmente conhecido pela ousadia ao fugir e debochar da polícia. O Tribunal de Justiça não informou qual a pena individual de cada réu, mas, se somadas, chegam a 45 anos e 6 meses.

O crime ocorreu em dezembro de 1996, no antigo Centro Penitenciário de Goiás (Cepaigo), onde atualmente funciona o Complexo Prisional da cidade. Oito meses antes, Pareja havia comandado uma rebelião de seis dias na unidade.

O júri ocorreu na segunda-feira (13) e foi presidido pelo juiz Leonardo Fleury Curado. Além da morte de Pareja, eles também respondiam pelos assassinatos dos detentos Veriano Manoel de Oliveira e Grimar Rodrigues de Souza, e pela tentativa contra Manoel de Oliveira Filho, no mesmo dia. Todos eles eram colegas de Pareja.

Os condenados são: Eduardo Rodrigues de Siqueira, Eurípedes Dutra Siqueira, José Carlos dos Santos, Ivan Cassiano da Costa e Raimundo Pereira do Carmo Filho. Sérgio Luciano de Almeida, que havia sido denunciado, não foi levado a julgamento.

Segundo o Tribunal do Júri, Eduardo e Raimundo estão presos na Penitenciária Odenir Guimarães (POG), em Aparecida de Goiânia. Eurípedes está foragido. Já José Carlos e Ivan não foram encontrados para serem intimados, mas o órgão não soube informar se eles têm mandado de prisão em aberto ou não.

Mortes
Segundo a denúncia feita pelo MP, os condenados planejaram a morte de Pareja e todos os detentos que tinham alguma relação com ele, após o criminoso informar à direção do Cepaigo um plano de fuga dos acusados através de um túnel que era cavado no presídio.

Após saberem disso, os réus foram até a cela de Veriano armados com facas e uma pistola calibre 45 e o mataram com golpes de faca. Em seguida, eles foram ao encontro de Pareja. Eurípedes o agrediu com um tapa e Eduardo o esfaqueou no pescoço. Ao tentar fugir por um corredor, ele foi cercado por José Carlos, Ivan e Raimundo, e levou cinco tiros.

Após o homicídio, eles foram à cela de Grimar e Manoel. O primeiro foi baleado e morreu na hora. Já o segundo se fingiu de morto até os detentos saírem do local e se salvou. Logo após os assassinatos, a polícia invadiu o prédio e conteve os réus.

Rebelião e fama
Pareja cometeu o primeiro crime em setembro de 1995, em Salvador (BA). Ele sequestrou uma garota de 16 anos, sobrinha do então senador Antônio Carlos Magalhães, e a manteve refém por três dias. Após liberar a vítima, ele fugiu e driblou a polícia em três estados até se entregar no mês seguinte.

Já preso, o criminoso comandou um rebelião que durou seis dias no antigo Cepaigo. O ato ocorreu durante uma visita de autoridades à unidade, entre eles, o então presidente do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJ-GO), Homero Sabino de Freitas.

O criminoso conseguiu fugir ao fim da rebelião levando seis reféns. Durante a fuga, ele parou em um bar, deu autógrafos, comprou cigarros e bebidas. Ele foi recapturado um dia depois, em um posto de combustíveis de Porangatu, no norte do estado.

G1

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