Juiz determina bloqueio de bens de Maurício Sampaio e de filha, em GO

0
262

sampaioO Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) determinou o bloqueio de bens do empresário Maurício Sampaio e de sua filha, Cejanna Câmara Sampaio. A decisão assinada pelo juiz Ricardo Prata, da 2ª Vara da Fazenda Pública Estadual, se baseou no fato de Cejanna estar registrada como funcionária do cartório onde Sampaio é tabelião – atualmente afastado por decisão judicial -, mas, ao mesmo tempo, cursar a faculdade de medicina no interior de São Paulo. O valor desviado em quase seis anos ultrapassa R$ 670 mil.

G1 tentou contato com o advogado de Maurício Sampaio, mas ele não atendeu às ligações até a publicação desta reportagem.

De acordo com a Ação Civil Pública do Ministério Público de Goiás (MP-GO), Maurício Sampaio cometeu o crime de improbidade administrativa ao continuar pagando salário a uma funcionária, no caso sua filha, sendo que ela não comparecia ao trabalho. Segundo o órgão, no período de fevereiro de 2008 a janeiro de 2014, Cejanna recebeu R$ 672 mil. Porém, nessa mesma época, ela estava cursando medicina na cidade de Ribeirão Preto (SP), “inviabilizando qualquer possibilidade de executar suas funções em Goiânia”, como consta na ação.

Com essa atitude, o MP considera que houve prejuízo aos cofres públicos, pois cartórios são administrados por meio de concessões, ou seja, uma atividade pública, mas cedida a uma pessoa que fica responsável por exercer o registro de atos extrajudiciais e fornecer certidões.

A Ação Civil Pública também pedia o bloqueio de bens dos outros dois filhos do empresário, Thiago Câmara Sampaio e Maurício Borges Sampaio, também alegando que eles são contratados como funcionários do cartório, mas não comparecem ao expediente. Porém, a decisão negou este requerimento, afirmando que não há provas suficientes de que os dois recebiam o salário sem trabalhar.

Crime
Maurício Sampaio, que também é ex-diretor do Atlético-GO, é acusado de ser o mandante da morte do cronista esportivo Valério Luiz, de 49 anos, no dia 5 de julho de 2012. O crime ocorreu quando ele saía da Rádio Jornal 820-AM,em Goiânia, onde trabalhava. Segundo as investigações, uma moto se aproximou e disparou vários tiros contra a vítima.

Valério fazia o estilo polêmico em seus comentários. Desde o início das investigações, a principal linha de investigação apura a relação do crime com as críticas que a vítima fazia ao Atlético-GO.

Muitas das críticas foram direcionadas a Sampaio. Por causa delas, em meados de junho a direção do time encaminhou uma carta para a rádio 820 AM e a PUC TV, emissoras onde ele trabalhava, proibindo a entrada das equipes dos dois veículos de comunicação nas dependências do clube rubro-negro.

Maurício Sampaio e outras quatro pessoas foram sentenciados a júri popular pela morte do radialista. A data do julgamento ainda não foi marcada.

G1