Jovem suspeito de matar o pai e a namorada é julgado em Goiânia

Crime ocorreu na casa em que ele morava no Setor Aruanã II, em 2012.

assassinoComeçou às 9 horas desta quarta-feira (19) o júri popular de Luiz Guilherme Elias Cavalcanti, 20 anos, suspeito de ter assassinato a golpes de faca o pai e a namorada, no Setor Aruanã II, região leste de Goiânia, em agosto de 2012. Sob a presidência do juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 13ª Vara Criminal de Goiânia, a sessão acontece no 1º Tribunal do Júri de Goiânia e é transmitida pela internet.

O júri é formado por cinco mulheres e dois homens. A defesa do réu é feita pelo advogado Ramon Cândido da Silva. Já a acusação é do promotor Agnaldo Bezerra Lino Tocantins.

Segundo o advogado de Luiz Guilherme, que aguardava o julgamento preso no Complexo de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana, ele apresenta alteração neuropsicológica e não se lembra do que ocorreu no dia do crime.

Ele é apontado pela polícia como o autor do assassinato da namorada, Laiz Santiago Rodrigues, de 19 anos, e do pai dele, Luiz Gonzaga de Souza Calvacante, 60, na casa em que a família morava. Luiz Guilherme mantinha uma página no Facebook, na qual se identificava como “maloqueiropunkgotico Cupim”.

Após a alegação da defesa, o juiz determinou que a junta médica do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) faça uma nova avaliação do rapaz. Um laudo psicológico já havia sido elaborado pela Superintendência de Polícia Técnico-Científica, no entanto, segundo Alcântara, o documento não tem efeito para determinar o diagnóstico de ausência ou presença de doença mental. O resultado do exame não foi informado.

Prisão
Luiz Guilherme foi preso em 28 de agosto de 2012, um dia após o crime. Ele seguiu em reclusão até o dia 23 de maio de 2012, quando o mesmo juiz determinou a soltura. Segundo Alcântara, a decisão foi tomada em protesto pela demora do estado em expedir o laudo de reconstituição dos fatos, que seria anexado ao processo e comprovaria a autoria dos homicídios. O prazo para que o documento ficasse pronto era de 90 dias após o crime, mas, até a data em que o jovem foi liberado, ainda não havia sido finalizado.

Ele ficou livre por quase dois meses, quando um novo pedido de prisão foi expedido pela juíza substituta Lívia Vaz da Silva. A decisão ocorreu em 19 de julho do ano passado, mas ele só se apresentou à polícia três dias depois. Desde então, ele segue no Complexo de Prisão Provisória (CPP) de Aparecida de Goiânia.

Crime
Segundo o inquérito da polícia, Laiz estava na casa do namorado, no Setor Aruanã II, quando Luiz Guilherme matou ela e o pai.  A jovem, que era designer de moda, foi vista pela última vez na companhia do namorado.

Segundo a mãe da menina, o relacionamento tinha pouco mais de um mês. “Não estou aqui para crucificar ninguém, quero uma solução para o assassino”, desabafou, na época do crime.

Conforme a polícia, o jovem era usuário de drogas. Nas paredes da casa onde ocorreram as mortes foram pichadas palavras e símbolos.

G1

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