Jovem preso suspeito de matar filha de PM nega a autoria do crime

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Vítima foi vista pela última vez conversando com suspeito, dizem amigas.

a_2Um jovem de 21 anos foi preso suspeito de matar a filha de um policial militar de 14 anos no distrito de Trajanópolis, em Padre Bernardo, no Entorno do Distrito Federal. Para a polícia, ele negou ter cometido o crime. “Ele é casado, nega o crime, nega que conhecia a vítima, diz que nunca viu a menina”, disse ao G1 o delegado regional Fernando Augusto Lima da Gama.

A adolescente foi encontrada morta em lote baldio na noite da última quinta-feira (2). Segundo a Polícia Civil, ela estava despida da cintura para baixo e apresentava lesões de golpes de faca no abdômen e no pescoço. Há a suspeita de que ela tenha sido estuprada. No entanto, por enquanto se comprovou apenas que ela teve o celular roubado.

O delegado informou que a menina tinha saído de casa com amigas. De acordo com a investigação, ela foi vista pela última vez pelas companheiras conversando com um homem com as “características físicas e vestimentas” semelhantes às do suspeito.

Policiais prenderam o rapaz no dia seguinte. Ele apresenta arranhões no tórax. Na casa dele foram apreendidas uma enxada pequena, uma bermuda que era idêntica à descrita por testemunhas e uma capa de proteção de celular, que é simular à que a vítima usava. No entanto, o jovem alega que o acessório pertence à mulher dele.

Segundo o delegado, os policiais também acharam porções de maconha e mais de mil CDs e DVDs falsificados. O jovem era investigado por tráfico de drogas, mas não tinha passagens pela polícia.

O caso foi registrado na Delegacia de Águas Lindas já que em Padre Bernardo não há plantão durante feriados ou finais de semana. Por isso, o suspeito também está detido no município vizinho. No entanto, a investigação e o jovem serão transferidos nesta tarde para o município onde o fato aconteceu.

Gama explicou que a polícia investiga a participação de um comparsa do jovem. “Vamos continuar trabalhando para chegar à autoria, temos outros suspeitos, possíveis comparsas dele. Em virtude da gravidade do crime, é natural que ele negue”, disse.

O delegado aguarda o laudo cadavérico para confirmar se a adolescente foi estuprada. O Instituto Médico Legal também analisa os pertences apreendidos com o suspeito.

Dentre outras testemunhas, as amigas da vítima devem ser ouvidas formalmente pela polícia nesta semana. A mulher do suspeito também foi notificada.

Gama não descarta nenhuma linha de investigação. “Trabalhamos com todas as possibilidades, até mesmo que envolva alguma represália em relação ao trabalho policial do pai da vítima”, afirma o delegado.

Por enquanto, a polícia trata o crime como latrocínio, ou seja, roubo seguido de morte. Caso o suspeito seja condenado por este crime, ele deve pegar de 20 a 30 anos de prisão. O delegado ressalva que a tipificação do crime pode mudar de acordo com o resultado dos exames do IML. O jovem também será indiciado por violação de direitos autorais devido aos produtos falsificados apreendidos.

G1