Jovem é preso suspeito de vender cervejas com rótulos adulterados

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Ele comprava produtos mais baratos e adulterava embalagem, diz polícia. Cerca de 800 caixas eram vendidas por mês em bares de Goiânia e Aparecida.

A Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) prendeu na quinta-feira (30) um jovem de 21 anos de idade suspeito de vender cervejas falsificadas para bares de Goiânia e de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Segundo a Decon, ele comercializava cerca de 800 caixas do produto por mês. Com ele, foram apreendidas 100 caixas de cerveja.

O delegado responsável pelo caso, Frederico Maciel, afirmou que o jovem comercializava o produto em bares dos setores Urias Magalhães  e Cidade Jardim, da capital, além de Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana. “O suspeito comprava caixas de cerveja de valores entre R$ 49 e R$ 53 e vendia cada uma por R$ 80, ou seja, cerca de R$ 20 abaixo do valor de mercado”, explicou Maciel.

Ainda segundo o delegado, as investigações começaram a partir de denuncias, há cerca de um mês.

O suspeito foi detido em uma sala no Setor Jardim Colorado, na capital, onde, segundo a polícia, era feita a adulteração das bebidas. O jovem foi preso em flagrante e confessou que praticava o crime há três meses.

O delegado afirmou que o jovem comprava cervejas mais baratas de marcas menos conhecidas e trocava os rótulos e a tampa para que se passassem por produtos mais caros.

Para falsificar a cerveja, ele comprava as tampinhas originais de bares ou de garçons sob o pressuposto de que fazia artesanato com as mesmas. Os rótulos falsificados eram impressos ou retirados de cascos originais vazios com ajuda de água.

“Ainda estamos investigando se ele tinha parceria com alguma gráfica que imprimia os rótulos falsos pra ele. Para retirar o rotulo das garrafas vazias ele molhava a garrafa retirava com cuidado”, explicou o delegado Frederico Maciel.

Segundo o delegado, o jovem pegava a garrafa da cerveja mais barata, colava os rótulos falsificados, retirava a tampinha original da cerveja e usava uma prensa para colocar a tampinha comprada dos garçons ou donos de bar na garrafa.

O delegado informou que, se condenado, o suspeito pode pegar entre quatro e oito anos de prisão pelo crime de falsificação de bebidas, que não cabe fiança. Os donos de bares ainda serão investigados, já que também podem ser responsabilizados se comprovado que eles tinham conhecimento da falsificação.

Saúde
O delegado Eduardo Prado afirmou que o crime pode afetar a saúde do consumidor. “O material usado era bastante sujo e sem nenhuma higiene. Só de abrir a garrafa ele já compromete o produto”, explicou.

Também conforme Prado, a Decon vai intensificar as investigações nos bares e restaurantes da Região Metropolitana para identificar e reprimir as falsificações de bebidas.

G1