Jovem confessa estupro e culpa vítima de 9 anos: ‘Ela me provocava’

Rapaz de 21 anos foi preso no MA por crime cometido em 2013, em Goiás

estuproA Polícia Civil apresentou na manhã desta quinta-feira (12) o gesseiro Leandro Chaves Arruda, de 21 anos, preso suspeito de estuprar uma menina de 9 anos, em Aparecida de Goiânia, na Região Metropolitana da capital. Questionado sobre o crime, ele admitiu que cometeu o estupro, no dia 2 de julho de 2013, “em um momento de fraqueza”. “Eu nunca tinha feito nada assim, mas ela me provocava. Me arrependo”, disse o suspeito.

Segundo a delegada Ana Lívia Batista Paiva, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Aparecida de Goiânia, o rapaz, que não tinha passagens pela polícia, foi preso na última terça-feira (10) na cidade de Cidelândia, no Maranhão, onde estava escondido na casa de parentes.

“Ele estuprou a criança e causou lacerações intensas na vagina dela. Por conta disso, a menina sofreu hemorragia, ficou uma semana internada em estado grave e precisou passar por uma cirurgia de reconstrução vaginal. Isso reforça a crueldade do crime, mas o Leandro ainda tentou culpar a vítima, dizendo que ela o provocou e ele não resistiu, pois queria provar sua masculinidade”, destacou a delegada.

Ana Lívia explicou que a menina morava com a mãe e um irmão em uma casa que fica no mesmo lote onde residia o suspeito, no Jardim Helvécia. Apesar da proximidade, Leandro não tinha nenhum parentesco com a vítima.

“Ele aproveitou um momento em que a menina foi deixada sozinha em casa, a puxou pelo braço com violência e a violentou no quarto da mãe dela. Logo depois, fugiu e era procurado desde então. Felizmente conseguimos êxito na prisão, com o apoio da Polícia Civil do Maranhão”, destacou.

Leandro será indiciado por estupro de vulnerável qualificado e, se condenado, pode pegar pena de 10 a 20 anos de prisão. Após a apresentação, ele foi levado para a Casa de Prisão Provisória de Aparecida de Goiânia.

Traumas
Após o estupro, a menina foi encontrada por familiares e levada a um hospital de Aparecida de Goiânia, onde recebeu alta após uma semana. Segundo a delegada, ela se recuperou das lesões, mas ainda passa por tratamento psicológico.

“Ela está bem, tentando retomar a vida na cidade, mas mudou de casa, de escola. No entanto, é claro que os traumas permanecem e ela precisará de acompanhamento”, ressaltou a delegada.

G1

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