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Vacinação

Israel e Chile estudam aplicar 3ª dose de vacina

Redação
14 de julho de 2021
Mulher segura frasco rotulado como de vacina contra Covid-19 em frente a logo da Pfizer em foto de ilustração
30/10/2020 REUTERS/Dado Ruvic

Já se observa em países com vacinação avançada como Israel e Chile, que alguns imunizantes perdem eficácia em alguns meses.

Com isso, se observa um aumento do contágio nesses países antes do previsto, especialmente com o surgimento de novas variantes do vírus. a partir dessa observação, a vigilância sanitária de vários países começa a estudar a hipótese de uma terceira dose da vacina para reforçar a imunidade.

Autoridades de saúde sanitária de Israel apontaram, hoje, que a eficácia da vacina da Pfizer tende a diminuir após seis meses da aplicação do imunizante. A partir desta segunda, dia 12, o país começou a aplicar uma terceira dose da vacina contra covid-19 em pacientes com risco imunológico para reforçar as defesas do organismo contra o vírus. Considerada mais contagiosa, a variante Delta é responsável por cerca de 90% dos novos casos de covid-19 no país, segundo as autoridades sanitárias.

Na semana passada, a farmacêutica Pfizer anunciou que está desenvolvendo uma terceira dose da vacina. O país registrava alta de casos mesmo tendo vacinado 61% do público-alvo com duas doses.

Como iniciou sua imunização em dezembro, e por ser um país pequeno, Israel pode avaliar melhor os resultados na população. A Pfizer usou o país como vitrine de sua vacina. A taxa de contaminações diárias pelo coronavírus caiu de 10 mil para menos de 100 casos.

Chile

O governo do Chile também informou recentemente que estuda a possibilidade de distribuir uma dose de reforço. O país tenta combater mais uma onda de infecções, em meio a dúvidas sobre a eficiência da vacina da Sinovac contra variantes mais transmissíveis do vírus.

“Como governo, estamos atentos aos problemas de hoje, mas também precisamos nos antecipar e preparar para enfrentar os problemas de amanhã”, acrescentou o presidente Sebastián Piñera.

A Coronavac, produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac, é responsável por 16,8 milhões de doses no Chile e usou o Chile como vitrine. Além dela, a imunização do Chile utilizou 3,9 milhões de doses da vacina da Pfizer/BioNTech e outras quantidades menores de imunizantes da Cansino Biologics e da AstraZeneca. Até agora, 78% do público-alvo do Chile tomaram pelo menos uma dose, e 61% estão completamente vacinados.

Em estudo publicado em abril, a Coronavac provou ser minimamente eficiente na prevenção da doença após a primeira dose. Com a segunda, o imunizante apresentou 67% de eficácia na prevenção de infecção sintomática, 85% na prevenção de hospitalizações e 80% na prevenção de mortes.

Rio de Janeiro

A Prefeitura do Rio de Janeiro também falou que está estudando aplicar uma terceira dose da vacina contra a covid-19 nos idosos, após a conclusão da imunização da população em geral e dos adolescentes. 

No mês de junho, na comparação com maio, a quantidade de óbitos por covid-19 caiu 44% e de acordo com o secretário, a pressão sobre o sistema de saúde também está muito menor, apesar do início do inverno.

Até esta sexta-feira, a cidade do Rio vacinou 59% da sua população adulta com a primeira dose, e 19,5% com a segunda. Além disso, cerca de 50 mil pessoas receberam a vacina da Jansen, de dose única. Como resultado da melhora dos índices, depois de 7 semanas com todo o município em risco alto de contágio, agora 5 das 33 regiões, já estão com risco moderado.

Anvisa

“Há evidências crescentes de que os pacientes imunossuprimidos não desenvolvem um nível satisfatório de anticorpos mesmo após duas doses da vacina contra o coronavírus. Alguns podem desenvolver esses anticorpos apenas após três doses”, afirmou o Ministério da Saúde em um comunicado.

O diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, se manifestou sobre o assunto. “Acredito que algumas vacinas terão a necessidade de uma terceira dose. No dia de hoje, ainda é difícil dizer qual”, disse ele, destacando ser uma avaliação pessoal. “É estudado no mundo inteiro. O mundo inteiro está debruçado nisso, e o objetivo é obter a imunização segura e mais duradoura”, acrescentou.

Por enquanto, para a Anvisa, nenhum imunizante tem esquema com três aplicações. Barra Torres ressaltou que todas as vacinas aprovadas pela Anvisa são eficazes e que a população pode confiar em qualquer uma que estiver disponível no posto de saúde. “A melhor é aquela que está no seu braço”, afirmou.

Até o momento, receberam aval definitivo ou emergencial as vacinas AstraZeneca/Oxford, Pfizer, CoronaVac e Janssen. As três primeiras são com duas doses e a quarta, com dose única. Também com duas aplicações, os imunizantes Sputnik e Covaxin receberam autorização de importação, mas com limitações.

Combinação

O diretor-presidente da Anvisa analisou ainda a possibilidade de combinar vacinas de laboratórios diferentes para o combate à covid-19, a depender do desenvolvedor ou do pesquisador apresentar suas conclusões, para avaliação e referendar. “Estamos falando de uma interação de imunobiológicos de origens e plataformas diferentes. Vem muito da comunidade científica. No momento, estamos acompanhando algumas situações que podem no futuro ter um posicionamento nosso”, disse Torres.

Torres afirmou que as medidas para evitar a doença já são conhecidas: máscara, distanciamento social, higiene das mãos e vacina. “Não é pelo fato de tomar as duas doses de vacina que vai poder deixar de usar máscara imediatamente”, acrescentou.

Com informações de agências de notícias.

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