Inadimplência cai entre mais jovens e avança entre mais velhos

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semgranaO consumidor jovem passou a pagar mais suas dívidas – embora ainda seja maioria entre os inadimplentes do País. A proporção de maus pagadores com até 30 anos recuou de 22% para 19% no segundo trimestre deste ano.

Entre o público de 31 a 35 anos, esse número caiu de 15% para 12%, revelou a pesquisa Perfil do Inadimplente, divulgada nesta quinta-feira (17) pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito).

Em compensação, o percentual de consumidores com 56 anos ou mais que deram calotes avançou de 13% para 17% na comparação com o 1º trimestre do ano, mostrou o estudo.

Na análise do diretor de marketing, inovação e sustentabilidade da Boa Vista, Fernando Cosenza, o aumento da pressão sobre o orçamento doméstico devido à alta recente dos juros e à pressão inflacionária apertou o orçamento das famílias de forma diferente sobre as faixas etárias.

“O jovem consegue lidar melhor com essa situação por possuir menos compromissos fixos e um orçamento mais flexível, com mais margem de manobra para reduzir os custos. Um pai de familia tem compromissos com manutenção doméstica mais difíceis de serem cortados”, explicou durante coletiva de imprensa na manhã desta quinta-feira.

Mais da metade dos inadimplentes (54%) declaram que pertencem à classe C, e outros 39% à classe B. Entre as formas de pagamento utilizadas na compra ou negócio que gerou a inadimplência, 29% dos entrevistados apontaram o cartão de crédito, seguido de carnê e boleto (28%).

Outros 16% afirmaram que o meio de pagamento que gerou o calote foi o cheque, e 13% o empréstimo pessoal. Entre as classes D e E, o crédito pessoal saltou de 12% para 23% como causa da inadimplência apontou a Boa Vista.

A compra de móveis, eletrodomésticos e eletroeletrônicos gerou o endividamento para 20% dos entrevistados, seguida pela compra de vestuário e calçados, que cresceu de 15% para 18%. A maioria (66%) dos consumidores não pretende fazer novas compras antes de quitarem as dívidas que geraram restrição ao crédito.

IG