Imigrantes menores de idade da América Central enfrentam crime e prostituição para chegar nos EUA

euaproblema das crianças que viajam sozinhas rumo à fronteira com os Estados Unidos já é qualificado como “crise humanitária”. Nesta segunda-feira (30/06), o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu ao Congresso poderes adicionais para poder enviar de volta os menores que tentam entrar no país sem autorização. O senador mexicano Juan Carlos Romero Hicks afirmou, na madrugada deste domingo (29/06), que o problema desses jovens deve ser atendido com urgência em escala regional.

Hicks afirmou que se trata de um cenário “inédito” já que os menores não viajam acompanhados por seus pais, “mas por quadrilhas que se dedicam ao tráfico de pessoas”. Esses jovens estariam “caindo nas mãos do crime organizado”, afirmou o senador. Para ele, o êxodo massivo de crianças centro-americanas é reflexo da violência vivida por Guatemala, Honduras, Nicarágua, El Salvador e também no México.

O recrutamento forçado de jovens para integrar organizações criminosas e a violência de suas regiões deixa como “única possibilidade sair de seus países, porque os criminosos tiram até a dignidade dos que querem imigrar”, afirmou o sacerdote Flor María Rigoni, diretor do albergue Belém e vencedor do Prêmio Nacional de Direitos Humanos do México, em entrevista ao jornal mexicano La Jornada.

A eles, só restam dois caminhos, pontua o sacerdote: “o crime e a droga para o garoto e a prostituição para a garota”. “As quadrilhas destroem tudo. Matam por qualquer coisa os que se opõem”, seja por não quererem se unir a eles ou por não pagar o valor solicitado para fazer a travessia, afirmou Rigoni.

De acordo com o sacerdote, começaram a chegar ao abrigo bandidos “que não podem ser chamados se imigrantes, que são membros do crime organizado e que utilizam os imigrantes como escudo humano”.

A volta

Os imigrantes podem tentar entrar nos Estados Unidos até três vezes, mas para isso, devem suportar em silêncio a violência de que são vítimas por parte das quadrilhas e dos traficantes de pessoas.

Como condições para poder voltar à fronteira estão: ter pago o valor que varia entre cinco e 10 mil dólares e não denunciar os abusos de que foi vítima — o que pode significar uma surra e até mesmo a morte.

Menores que conseguiram escapar denunciaram que meninos e meninas são explorados sexual e comercialmente pelos que supostamente iriam levá-los aos Estados Unidos. Geralmente eles são levados a abrigos onde passam a viver como fugitivos, porque caso sejam encontrados, terão como sentença o extermínio.

Operamundi

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