Política

Idec defende banir uso de agrotóxico que compõe o agente laranja

Anvisa abriu consulta pública sobre o tema, mas pretende manter o uso do ingrediente 2,4-D

Em contribuição à consulta pública aberta pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Idec defendeu o fim do uso do 2,4-D (2,4-diclorofenoxiacético) como agrotóxico no Brasil.

Um dos ingredientes ativos do “agente laranja”, esse composto é classificado como altamente tóxico e afeta a saúde humana e ambiental. O agente laranja ficou conhecido durante a Guerra do Vietnã (1955-1975), quando foi usado como arma química pelos Estados Unidos e provocou graves problemas de saúde na população local.

O 2,4-D é base de muitos agrotóxicos neurotóxicos, que afetam o sistema reprodutivo e são apontados como potencialmente cancerígenos(external link) pela Organização Mundial da Saúde (OMS), além de ser considerado desregulador do sistema endócrino.

Apesar disso, a proposta da Anvisa na consulta pública é manter a autorização de uso do 2,4 D. Atualmente, esse composto é o segundo agrotóxico mais vendido no Brasil, sendo aplicado em plantações de arroz, aveia, café, cana-de-açúcar, centeio, cevada, milho, pastagem, soja e trigo.

O argumento da agência reguladora para manter o uso do 2,4-D é que faltam evidências conclusivas sobre os riscos à saúde. Para o Idec, no entanto, as conclusões da OMS e de outros estudos são suficiente para banir o ingrediente, com base no princípio da precaução.

Desde 2014, o Idec vêm se posicionando contra o uso dessa substância no Brasil. Na época, o Instituo assinou o dossiê do grupo de estudos em agrobiodiversidade sobre impactos à saúde causados pelos agrotóxicos à base de 2,4-D e pelas plantas tolerantes a esses venenos.

O Idec participou da consulta pública apresentando os argumentos destacados no dossiê e também os do parecer de uma pesquisadora da Fundação Osvaldo Cruz (Fiocruz), reunidos nesta página(external link) pela Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida.

Participe da consulta pública

A consulta pública realizada pela Anvisa fica aberta à participação de toda sociedade até dia 17 de junho.

Para participar, basta entrar no site da agência(external link) e preencher o fomulário, indicando se é a favor ou contra a manutenção do uso do ingrediente 2,4-D. É possível apresentar justificativas e anexar documentos.

Veja aqui(external link) instruções mais detalhadas sobre como enviar contribuição à consulta pública.

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