Governo de Israel aprova construção de novo muro na fronteira com Jordânia

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Netanyahu alega motivos de segurança contra jihadistas; nação vizinha é um dos poucos países árabes que ainda mantém relações estáveis com Tel Aviv

De acordo com o gabinete do primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, o governo israelense manteve contato com o reino da Jordânia a respeito deste tema há tempos. “A construção do muro acontecerá no lado israelense da fronteira e não irá violar a soberania do Reino Hachemita da Jordânia nem seus interesses nacionais”, argumentou o governo em nota.

Segundo o Haaretz, há anos Netanyahu planejava construir um muro com a Jordânia — um dos poucos países árabes que ainda mantém relações diplomáticas estáveis com Tel Aviv — mas esses planos foram adiados devido à pressão pela instabilidade da guerra civil na Síria.

Segundo autoridades de defesa consultadas pelo jornal israelense, existe a possibilidade de que jihadistas pudessem infiltrar no país a partir da Jordânia. Além disso, trata-se de um mecanismo para garantir mais segurança ao local, que ganhará no ano que vem um novo aeroporto em Timna, potencial alvo de ataque de extremistas islâmicos.

A barreira será levantada a partir da cidade de Eilat, situada no extremo sul israelense às margens do mar vermelho, e servirá como uma continuação ao muro de 230 quilômetros com o Egito.

Paredões ao redor de Israel

O paredão será semelhante aos já construídos na fronteira com o Egito, no sul da nação, bem como o que foi elaborado no limite com a Síria, nas colinas do Golã — região tomada por Israel durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967.

Além das cercas com países vizinhos, o governo israelense foi responsável por elaborar  um muro com a Cisjordânia para separar seu Estado da região controlada pela Autoridade Nacional Palestina. A meta, segundo os israelenses, era frear a onda de atentados suicidas na segunda Intifada (revolta civil palestina contra a ocupação israelense que aconteceu no final de 2000).

Construído desde junho de 2002, o chamado “muro do apartheid” ou “muro da vergonha” é uma barreira de concreto que corta os territórios palestinos que chega  a quase 700 quilômetros. Para a ONU (Organização das Nações Unidas), essa construção é  um “ato ilegal de anexação”.