Governador resolve usar a residência de Águas Claras para eventos oficiais

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governadorA residência oficial de Águas Claras vai ganhar, em breve, uma grande horta de produtos orgânicos. A novidade é um dos primeiros toques pessoais do governador Rodrigo Rollemberg, que faz reuniões e despacha no local várias vezes por semana. Apesar de ter declarado que não usaria o espaço, o chefe do Executivo mudou de ideia e, agora, recebe secretários, administradores regionais e integrantes de conselhos no local. Em três meses, o GDF já liquidou uma fatura de R$ 192 milhões, com despesas de alimentação e manutenção da residência oficial.

A casa foi erguida na época da construção de Brasília, juntamente de outras granjas idealizadas para abrigar autoridades, como a do Torto. Como não havia as cidades vizinhas, entre elas Vicente Pires e Águas Claras, a casa era um local ermo e isolado. Governadores indicados pelo Palácio do Planalto, como José Aparecido, e todos os eleitos após 1990 usaram o espaço.

Joaquim Roriz morou em Águas Claras somente no primeiro governo, mas usou a residência oficial em todas as outras gestões, para reuniões e despachos. Roriz praticamente não ia ao Buriti e recorria ao palácio somente para receber autoridades ou em solenidades oficiais. O ex-governador tinha o hábito de promover várias reuniões simultâneas em diferentes salas da residência oficial de Águas Claras e circulava entre elas. Em uma ocasião, o então chefe do Executivo chegou a comandar quatro reuniões ao mesmo tempo no local. No último governo, ele chegava por volta das 9h e, depois, almoçava com secretários e assessores. Quando morava na residência, o ex-governador gostava de fazer caminhadas e sauna nas horas vagas.

A meta do governo Rollemberg é reduzir de forma expressiva o custo de uso do espaço. O secretário-chefe da Casa Civil, Hélio Doyle, explica que o governador optou por despachar no local porque a residência dispõe de uma excelente infraestrutura. “A casa tem uma sala de reuniões com padrão ONU (Organização das Nações Unidas), quartos de hóspedes e, mesmo que o espaço ficasse sem uso, o governo teria um grande gasto de manutenção. Por isso, o governador decidiu usar a residência oficial para fazer algumas reuniões”, explica.

Correiobraziliense