Goiás registra o segundo caso suspeito de febre chikungunya

virusGoiás registrou o segundo caso suspeito de febre chikungunya, doença viral semelhante à dengue. A diretora de vigilância em saúde da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), Flúvia Amorim, informou ao G1 que a paciente se trata de uma mulher, com idade entre 35 e 40 anos, que teria contraído a infecção em viagem a República Dominicana.

A enferma chegou a Goiânia na última terça-feira (1º), quando começou a sentir os sintomas da doença, como fortes dores de cabeça, prostração, diarréia, vômitos, febre alta e dor nas articulações, principalmente nos pés e nas mãos. Segundo Amorim, a paciente procurou a SMS na quinta-feira (3), após ler em jornais e sites de notícias sobre o primeiro caso suspeito de chikungunya no estado.

“Nós recebemos a notificação via telefone. Ela informou que estava com sintomas da doença, que são semelhantes aos da dengue, mas a diferença é que estava em viagem ao Caribe, o que torna o caso suspeito”, relatou a diretora.

Diferentemente do primeiro caso, quando a paciente foi monitorada desde que chegou ao Brasil, a nova paciente já estava na capital quando comunicou a suspeita. No entanto, para Amorim, “não há risco de que alguma pessoa tenha sido infectada em Goiânia”.

Conforme a secretaria de saúde, todos os procedimentos necessários foram tomados para que o vírus não seja transmitido. “De imediato nós realizamos o bloqueio na residência dela para eliminar qualquer mosquito adulto em um raio de 700 metros e possíveis criadouros. O ciclo do mosquito para transmitir o vírus é de 10 dias e agimos antes deste período”, disse Amorim.

A mulher passou por exames e foi coletado material para análise no Instituto Evandro Chagas, localizado no Pará, que é referência neste tipo de exame. Amorim afirmou que não há previsão de quando serão finalizados os diagnósticos das pacientes goianas com suspeita de chikungunya.

Transmissão
O vírus da chikungunya é transmitido por duas espécies de mosquito, o Aedes aegypti, que também transmite a dengue, e o Aedes albopictus, que é encontrado na zona rural. A diretora em vigilância em saúde ressalta que ainda não há registro de pessoas infectadas no Brasil. Até o momento, as ocorrências se deram por casos de pessoas que viajaram para outros países e contraíram a doença.

Pesquisadores ainda não desenvolveram nenhuma vacina ou remédio para curar a enfermidade. O tratamento é paliativo, já que há apenas medicamentos para aliviar os sintomas. Uma vez que a pessoa é infectada pelo chikungunya e se recupera, ela se torna imune à doença.

Amorim orienta àqueles que viajarem a países da América Central ou da África e apresentarem sintomas parecidos com a dengue a procurar uma unidade de saúde. “Como os sintomas são praticamente os mesmos, o paciente pode fazer confusão entre chikungunya e dengue. A pessoa não deve se automedicar e precisa procurar uma unidade de saúde o mais rápido possível e comunicar ao médico que se deslocou desses países”, orienta Flúvia.

G1

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