Aparecida de Goiânia, terça-feira, 28 de setembro de 2021

Goiás registra 10.234 mortos, no País são 2.815 óbitos por dia

Redação
20 de março de 2021

Com os 10.234 óbitos confirmados de Covid-19 em Goiás até o momento, significa uma taxa de letalidade de 2,28%. Há outros 281 óbitos suspeitos em investigação Publicado: 19 Março 2021 Última Atualização: 19 Março 2021

A Secretaria da Saúde de Goiás (SES-GO) registrou 449.817 casos de coronavírus 2019 (Covid-19) no território goiano. Destes, há o registro de 426.297 pessoas recuperadas e 10.234 óbitos confirmados. No Estado, há 381.384 casos suspeitos em investigação. Já foram descartados 239.918 casos.​

Na sexta-feira (19) foram notificados mais 2.815 mortos em um período de 24 horas. Também foi o segundo dia mais letal da crise sanitária, atrás apenas da quarta-feira (17), quando foram mais de 3 mil vítimas.

A semana já é a mais letal da covid-19. Morreram 13.223 pessoas desde o último domingo, sendo que o pior período de sete dias registrado até então foi o da semana anterior (12.766 mortos). A curva de contágio e mortes deixa evidente o agravamento veloz do surto no Brasil.

A RBA usa dados do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Eventualmente, os números podem divergir dos informados pelo consórcio da imprensa comercial. Isso em função do horário em que os dados são repassados pelos estados aos veículos. As divergências para mais ou para menos são sempre ajustadas após a atualização dos dados.

Desde terça-feira (16), segundo o órgão, o Brasil registra oficialmente média diária de 2.171 vítimas da covid-19, a mais alta desde o início da pandemia.

O número de novos casos diários segue elevado, o que evidencia o descontrole e indica cenário de agravamento da crise. Ainda segundo o Conass, 90.570 novos casos foram registrados no último período.

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Pior momento

Já são 11.871.390 infectados no país desde março do ano passado. Isso, levando em conta a subnotificação elevada no país, já que o Brasil testa pouco sua população.

Desde o dia 9 de março, o país é o epicentro da covid-19 no mundo. Naquele dia, o número diário de mortes e novos infectados superou o dos Estados Unidos, que, no entanto, ainda ocupam o primeiro lugar em números absolutos do coronavírus.

Colapso

Em todos os estados do país os sistemas de saúde estão entrando entrando em colapso. Faltam leitos de UTI em pelo menos 26 unidades da federação. A exceção é Roraima apenas.

Mesmo as cidades com maior capacidade hospitalar estão em situação de “catástrofe”, como descrito pela Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo. O maior, mais populoso e mais estruturado estado do país encontra-se refém de um colapso sem precedentes na história.

O número de pessoas no estado de São Paulo que aguardam um leito de UTI ultrapassa 2 mil. Na capital, já são cerca de 500 doentes em situação crítica, mas que sequer conseguem atendimento hospitalar.

De acordo com dados do governo de João Doria (PSDB), até a última quinta-feira (18) 90 pessoas morreram à espera de um leito. O cenário se repete de forma semelhante por todo o país.

Vacinas

Enquanto o colapso abate a população brasileira de forma veloz e acelerada dia após dia, o processo de vacinação ainda caminha a passos curtos.

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Com 13 milhões de doses aplicadas, o Brasil tem apenas 1,55% da população imunizada contra a covid. Apenas 4,57% já receberam a primeira das duas doses necessárias das vacinas CoronaVac ou Oxford/AstraZeneca.

Nesta sexta (19), o governo federal anunciou a assinatura de um contrato de compra de 100 milhões de doses do imunizante da Pfizer, que já possui aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), e 38 milhões de doses da vacina da Jansen, cuja vantagem é a de ser de dose única. Entretanto, a maior parte das vacinas só deve chegar ao país no segundo semestre.

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Em paralelo, o Consórcio do Nordeste, que reúne governadores da região, anunciou nesta semana a assinatura de um contrato para distribuição de 37 milhões de doses da vacina russa Sputnik V.

com informações da SES-GO, CONASS e RBA

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