Goiás comemora vitória, mas tem desperdício de R$240 mil no jogo contra o São Paulo

goiasForam três pontos muito celebrados, conquistados diante de um grande clube do eixo RJ-SP, com dois gols marcados após mais de quatro partidas sem balançar as redes e a esperança renovada. Só que, ainda assim, o Goiás deixou de ganhar algo diante do São Paulo: dinheiro. O clube, que enfrenta sérios problemas financeiros, deixou de ganhar R$240 mil, valor que completaria os R$600 mil oferecidos para levar o jogo para Cuiabá.

A festa foi bonita no Serra Dourada, mas ainda foi aquém do que esperava os dirigentes esmeraldinos. Foram 12.845 pagantes na vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, pouco mais da metade do público do mesmo confronto no ano passado, também vencido pelo Goiás por 1 a 0. No borderô divulgado pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a renda bruta foi de R$538.155,00, mas as despesas com aluguel do campo, INSS, Federação, entre outros, foram de R$172.758,28.

Além disso, o Goiás, sempre que joga em casa, tem a despesa de R$4.500 com o quadro móvel do clube, o que resultou na receita líquida de R$360.896,00. O valor é menor que o obtido no ano passado no duelo contra o Tricolor, onde o Goiás teve R$408.508,54 de renda líquida. Pior que isso, o valor é R$240 mil menor que o ofertado por um grupo de empresários para levar a partida para a Arena Pantanal, onde o Goiás receberia R$600 mil livres.

“Tivemos uma oportunidade de vender o jogo por R$600 mil líquidos e estamos aí com mais um prejuízo de R$250 mil (na verdade, é R$240 mil). Eu não me arrependi porque nós ganhamos e, quem sabe, se tivéssemos jogado fora de Goiânia, não teríamos essa vantagem de jogar na nossa casa. Mas, eu lamento muito pelo baixo público que compareceu”

Quando recusou “vender o mando”, o presidente do Goiás, Sérgio Rassi, pensava em valorizar o programa de sócio-torcedor, o “Nação Esmeraldina”, que seria lançado, mas segue com problemas jurídicos ainda a serem resolvidos para a ativação. O problema atual não passa só pelo Goiás, mas sim pelas empresas BWA e a Bilheteria Digital, que disputam a “bilhetagem” dos novos planos de associados.

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