Goiás: Com um “até logo”, Amaral se despede e evita anunciar o Palmeiras como futuro time

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Depois de 373 jogos ao longo de oito anos, Amaral concedeu a última entrevista como jogador do Goiás e revelou que a ficha ainda não caiu

amaralForam oito anos como profissional, isso sem contar a formação como jogador e como homem dentro de um clube de futebol. Foram 373 jogos, 183 vitórias, 44 gols marcados e cinco títulos conquistados nesse período. Só que o tempo passou e chegou a hora de Amaral dizer “Adeus” ao Goiás. Na verdade, ele não trata isso como um Adeus, e sim como um “Até logo”. O jogador não aceitou a proposta de renovação e vai vestir a camisa do Palmeiras a partir de Janeiro.

O jogador apareceu na tarde de sexta-feira para se despedir de algumas pessoas na Serrinha e deu a última entrevista como atleta esmeraldino, sem confirmar que vai para o Alviverde paulista. Amaral reconheceu que vai para uma grande equipe, mas fez questão de enaltecer o Goiás e explicou que o fato de já estar na segunda metade da carreira e a proposta financeira ter sido muito boa foram os motivos que o levaram a deixar o clube goiano.

“O que pesou foi minha idade, estou com 28 anos e a gente sabe que o futebol é curto. Independente de ser time grande, porque o Goiás também é um time grande, todo mundo no país e no mundo conhece o Goiás pela estrutura que tem, mas com certeza foi a idade e também os valores, que com certeza não é de se jogar fora. Também tem a vontade de viver uma nova experiência e conhecer coisas novas”

Com a voz embargada em alguns momentos, Amaral mostrou muita gratidão pelo Goiás e lembrou de momentos especiais, como quando chegou ao clube, vindo de um bairro humilde de Aparecida de Goiânia. Amaral revela que nunca vai esquecer tudo que o Goiás lhe proporcionou, nem as pessoas que o sempre acompanharam, do presidente ao motorista do clube.

“A ficha não caiu ainda, a gente fica com o sentimento meio confuso de várias coisas. Estava até conversando com o Marcão da Kombi (motorista do Goiás) lembrando do primeiro dia que eu cheguei para fazer um teste, ele conhecia o rapaz que me trouxe, não tinha uma roupa para eu fazer o teste e foi o Marcão que chegou no roupeiro e pegou pra mim. Começa a passar um filme na cabeça, coisas boas que aconteceram, e esse clube mora no meu coração, assim como as pessoas daqui. Espero que seja um até logo”

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