Frentistas apoiam nova lei de abastecimento em postos

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frentistasO Sindicato dos Empregados em Postos de Serviços de Combustíveis e Derivados do DF (Sinpospetro) comemorou a decisão do GDF de proibir o abastecimento acima do limite de segurança.

A prática traz riscos à saúde dos frentistas, que ficam expostos a gases tóxicos presentes na composição da gasolina.

“Muitos frentistas reclamam de dores de cabeça, náuseas e vômitos, em alguns casos chegam a desenvolver doenças mais graves, como a leucemia” explicou o presidente em exercício do Sinpospetro-DF, Geraldo Coelho Leite.

Segundo ele, no ano passado, o sindicato começou uma campanha para alertar a categoria, mas havia o receio de recusar o pedido dos motoristas.” Agora, com a lei, os frentistas poderão trabalhar em segurança”, ressaltou.

 A proibição entrou em vigor no último dia 12. Os donos de postos têm um prazo de 6 meses (180 dias) para se adaptarem às novas regras. A lei determina, ainda, que seja feita uma campanha educativa para conscientizar os motoristas sobre os riscos de abastecer o veículo acima do limite de segurança.

Para a especialista na área de toxicologia e professora do curso de medicina da UnB, Andréa Franco Amoras Magalhães, a lei é um avanço, mas recomenda um cuidado a mais.

” O frentista deve usar máscara, que oferece melhor proteção às partículas dos gases que possam surgir no ar. A gasolina possui o hidrocarboneto, que causa, principalmente, danos hematológicos. O contato deve ser estritamente evitado”ressaltou a especialista.

Leones Pereira, que há anos trabalha em postos de gasolina, afirma que já sentiu desconforto ao abastecer veículos. “As vezes o cliente pede para colocar um pouco mais por que ele não sabe que nós ficamos expostos ao perigo”, defendeu Leones.

Já o frentista Antônio Bruno diz que a lei traz benefícios tanto para os trabalhadores quanto para os motoristas. Segundo ele, encher o tanque além do limite pode danificar o carro, pois o combustível pode vazar para outro compartimento. “O carro, se estragar, o dono pode trocar, agora, a saúde do trabalhador não tem toca”, ressaltou.

A servidora pública Gardênia Cândido, que só abastece até o limite permitido, se mostrou surpresa ao descobrir os riscos provocados pela exposição à gasolina. “É preciso alertar a todos, acho válida essa lei, que garante o direito de os frentistas trabalharem com segurança.”

GDF