Forças policiais prende quadrilha de roubo de cargas em Goiás

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Organização criminosa atuava sob encomenda, simulava falsas blitzes para abordagem de caminhões e tinha como receptadores comerciantes goianos e do Distrito Federal.

Uma força-tarefa formada pelas polícias Militar de Goiás, Federal, Rodoviária Federal e Ministério Público de Goiás, resultou na madrugada desta quarta-feira (22), na deflagração da Operação Hicsos, que tinha como alvo desarticular uma organização criminosa especializada no roubo de cargas de alto valor. O esquema era financiado por empresários de inúmeros ramos do comércio, desde postos de combustíveis até supermercados e distribuidoras de alimentos e bebidas.

De acordo com a PMGO, os mandados judiciais foram cumpridos nas cidades de Goiânia, Anápolis, Aparecida de Goiânia, Trindade, Bela Vista, Leopoldo de Bulhões, Alexânia, Morrinhos, Campos Belos – no estado de Goiás –, além do Distrito Federal. Os investigados responderão pelos crimes de roubo qualificado, cárcere privado, lavagem de dinheiro, organização criminosa, tráfico de drogas e receptação.

Segundo as investigações, os financiadores pagavam em torno de 50% do valor da carga aos criminosos, que depois era vendida em estabelecimentos comerciais como se fosse mercadoria legalmente adquirida. Estima-se que o grupo era responsável por uma média de 25 roubos por mês, gerando um prejuízo estimado em cerca de R$ 30 milhões.

Segundo a Polícia Federal, o grupo avaliava cada caminhão parado e, quando deparava com uma carga de alto valor, anunciava o assalto. Para facilitar a ação, utilizavam-se de equipamentos de alta tecnologia, evitando assim, que o veículo fosse rastreado. A associação criminosa agia principalmente na região de Anápolis, pela característica geográfica e econômica, com a proximidade do porto seco e pela grande quantidade de cargas que trafegam diariamente pelo local.

A investigação que resultou na Operação Hicsos teve início após denúncia do Ministério Público de Goiás (MP-GO), por meio da 12ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia, que verificou que haviam muitos casos de receptação de cargas roubadas no município. Paralelamente, a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e Polícia Militar de Goiás deram início às investigações preliminares, chegando aos receptadores. Por meio de interceptações telefônicas e diligências foi constatado que os empresários eram os financiadores e encomendavam as cargas.