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Eleição 2022

Filiação de Lissauer ao PSD transforma a sigla no partido mais influente na sucessão estadual

Redação
29 de outubro de 2021

O presidente da Assembleia Legislativa, Lissauer Vieira, deve trocar o PSB pelo PSD. Caso confirme sua ida para a legenda, o deputado estadual dá um passo a mais para colocar o PSD no centro das atenções da sucessão estadual.

Lissauer Vieira é uma liderança em ascensão. Reeleito para a presidência da Assembleia Legislativa ele foi fundamental para garantir a governabilidade da gestão de Ronaldo Caiado (DEM). Seu nome é bem visto por lideranças governistas para ocupar a vice na chapa de Caiado, porém o governador antecipou sua escolha, definido o presidente estadual do MDB, Daniel Vilela para esta função.

Nesta semana Lissauer decidiu expôr o que pensa desta antecipação. Primeiro falou ao jornalista Altair Tavares, no site Diário de Goiás, depois falou ao jornal O Popular, e finalmente foi entrevistado pela Rádio Morada do Sol, de Rio Verde, onde disse discordar da escolha de Daniel para a vice, embora respeite a decisão de Caiado.

“Não tenho relacionamento político com Daniel Vilela. Não quero ter relacionamento político com ele. Não acredito nas ações dele, não acredito na forma de ele fazer política e isso tem que ser respeitado. Mas isso não interfere na forma de estarmos juntos em um evento, por exemplo. Tenho minhas convicções e quero fazer política com quem eu acredito. No governador Ronaldo Caiado eu acredito, no prefeito [de Rio Verde] Paulo do Vale (DEM) eu acredito. Se ele [Daniel] me provar amanhã ou depois que eu estava errado, também não tenho dificuldade nenhuma em recuar, mas nesse momento as ações dele, a forma como ele faz política não condizem com a forma que eu faço, gosto de fazer e com as pessoas que eu confio”, fuzilou.

Além das críticas a Daniel Vilela, o presidente da Assembleia Legislativa antecipou a decisão de deixar o PSB, partido que já foi dirigido em Goiás pela ex-senadora Lucia Vânia para assinar sua filiação ao PSD, que tem como presidente o ex-deputado Vilmar Rocha e entre os filiados mais ilustres o senador Vanderlan Cardoso e o ex-ministro Henrique Meirelelles.

Nos últimos meses Lissauer intensificou conversas com as lideranças do PSD, tendo se encontrado com Meirelles, Vilmar e Vanderlan para discutir o seu futuro político. Confirmando sua filiação a nova sigla, Lissauer automaticamente transforma o PSD no segundo partido mais importante do Estado, após o DEM do governador Ronaldo Caiado. Motivo: o PSD reunirá o presidente da Assembleia Legislativa, um senador (Vanderlan), um candidato favorito ao Senado (Henrique Meirelles), um deputado federal (Francisco Júnior), e a possibilidade de ampliar a bancada no Legislativo, com a possibilidade de filiação do deputado estadual Virmondes Cruvinel.

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O prefeito Gustavo Mendanha, que ainda está sem partido, tem conversado com líderes do PSD, entre eleso ex-ministro Henrique Meirelles

Não é pouco a mexida que Lissauer Vieira pode fazer no no tabuleiro politico de Goiás, com reflexos diretos sobre as eleições de 2022. Não custa lembrar que o prefeito de Aparecida de Goiânia, Gustavo Mendanha, está sem partido político e também já conversou com as lideranças do PSD sobre a possibilidade de se unir a legenda. Estará surgindo no PSD o embrião do partido que vai comandar os destinos de Goiás nos próximos anos?

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