Feira de Ciências em escola pública mostra as facetas de Leonardo da Vinci

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cienciaQuem disse que Leornardo da Vinci é só Monalisa? A tela projetou o artista, mas o italiano é mais do que esse quadro, como mostraram os alunos do 2º e 3º ano do Centro de Ensino Médio Setor Leste, que o elegeram como um dos temas da Feira de Ciências deste ano da escola. O resultado foi apresentado nesta quarta-feira (6). Amanhã é a vez dos alunos do 1º ano, que tiveram como tema Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento Social.

“Este projeto é importante porque os alunos têm a chance de desenvolver a criatividade, o espírito científico, e eles gostam de montar coisas novas, experimentar. Ficam muito empolgados”, observou a supervisora pedagógica da escola, Ana Luiza Barreto.

Ela explica que tanto os alunos que desenvolvem os projetos quanto os que participam assistindo ganham nota para o bimestre. Segundo a supervisora, aproximadamente 1,5 mil estudantes passarão pelo evento nos dois dias.

Os alunos, orientados por professores, tiraram do papel as ideias de da Vinci. Uma das salas mais visitadas foi a da turma do 2º ano que contou a história da evolução da bicicleta desde o protótipo desenhado pelo artista italiano. “Ele desenhou esse protótipo que só foi descoberto três séculos depois. Algumas coisas dele podem ser vistas nas bicicletas atuais”, observou a estudante Maria Eduarda, 16 anos.

Durante a apresentação aos visitantes, ela e a colega Bárbara Eloísa, 15, lembraram, também, da importância de usar a bicicleta para a sustentabilidade e citaram o projeto Bike Brasília, do GDF em parceria com um banco privado, como uma forma alternativa de transporte na capital do País.

ENGENHOCAS – Pontes, asas deltas, paraquedas, helicópteros. Todos esses itens também estavam presentes na Feira de Ciências. Alguns projetos sofisticados, outros mais simples, porém em todos eles os alunos estavam com o conceito na ponta da língua á respeito de suas criações feitas com base nas ideias de da Vinci.

“Resolvemos pegar a ponte como tema por que acreditamos que ela é útil ao nosso dia a dia. Entre elas, fizemos a arqueada, para mostrar que não é preciso muita coisa para fazê-la: são apenas madeiras encaixadas”, observou a estudante Júlia Rabelo, 17. Ela e cerca de 20 colegas de turma fizeram a maquete de uma ponte giratória, além de terem construído uma miniponte por onde passavam durante a apresentação.

MEDICINA– Além de pintor, escultor, músico, cientista, arquiteto, engenheiro e inventor, Leonardo da Vinci também atuou na área de medicina. Ele fazia desenhos para entender o funcionamento dos órgãos, do esqueleto, dos músculos e tendões.

Para mostrar essa vertente do artista, uma turma do 3º ano montou em uma sala o funcionamento do coração e mostrou aos visitantes dois corações humanos de verdade, um de adulto e outro infantil. “É uma experiência nova, influenciou nossa pesquisa. Mexer com um coração de verdade foi inovador”, contou o estudante Saleh Nazih, 16 anos. Os órgãos foram emprestados a eles pela Universidade de Brasília.

PROJETO– A Feira de Ciências reúne, a um só tempo, as experiências dos alunos, com a exibição de filmes temáticos e a realização de oficinas de química e física, além de um laboratório sensorial.

Nesta quinta-feira (7), a Feira de Ciências continua e os temas a serem explorados serão a ciência e a tecnologia e sua relação com o desenvolvimento social do futuro. Nesse contexto, os visitantes poderão conhecer as possibilidades de futuro na história em questões como meio ambiente, educação, linguagem, inclusão social, sustentabilidade, além da ciência da computação e telecomunicação para a qualidade de vida e biotecnologia.

GDF