Aparecida de Goiânia, domingo, 17 de outubro de 2021
Sustentabilidade

FAPESP e Shell fazem parceira para combater gases do efeito estufa

Marcus Vinicius
10 de outubro de 2021

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e a Shell investirão R$ 63 milhões no Research Centre for Gas Innovation (RCGI), um Centro de Pesquisa em Engenharia, com sede na Escola Politécnica (Poli), que desenvolve pesquisas voltadas para o uso sustentável de gás natural, biogás, hidrogênio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2.

O anúncio foi feito no dia 8 de outubro, em uma cerimônia que contou com a presença do governador João Doria; da secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen da Silva; do reitor Vahan Agopyan; do CEO da Shell do Brasil, André Lopes de Araújo; do vice-presidente da Fapesp, Ronaldo Aloise Pilli; do vice-diretor da Poli, Reinaldo Giudici; e do diretor-geral do RCGI, Julio Meneghini.

“A ciência, a pesquisa e a inovação são prioridades deste governo, mesmo diante de um ano de pandemia, em que a saúde assumiu a prioridade absoluta. Em São Paulo, temos uma gestão pragmática, uma gestão voltada para servir e atender à população do Estado. Quando o setor privado e o setor público, a academia, juntos, estabelecem metas e princípios para a execução de tarefas, e há continuidade desse processo, sabemos que estamos no caminho certo”, afirmou o governador João Doria.

O reitor Vahan Agopyan ressaltou que “esse é um projeto de grande envergadura, que abrange desde a ciência básica até a aplicação em campo. Mas, além dos resultados de curto e médio prazo, é interessante chamar a atenção para os resultados futuros. Somos uma universidade de pesquisa, que forma alunos em um ambiente de pesquisa. Projetos como esse criam na Universidade um ambiente instigante, que influenciará os jovens ao longo de toda a sua carreira profissional. Estamos cultivando aqui o nosso futuro”.

Com esses recursos, as pesquisas do RCGI passam a ser focadas em inovações que possibilitem mitigar as emissões de gases de efeito estufa (GEEs), capturar e estocar carbono e transformar CO2 em produtos de alto valor agregado, ajudando o Brasil a atingir os compromissos assumidos no Acordo de Paris, no âmbito das Nationally Determined Contributions.

“A atual situação da ciência brasileira é muito difícil. Os recursos federais caíram muito, mas a realidade no Estado de São Paulo é diferente. Essa parceria entre Fapesp, Shell e Universidade é muito simbólica porque é um investimento em ciência, em desenvolvimento econômico sustentável, reconhecendo o que há de melhor no DNA do Brasil que é o empreendedorismo científico, que reconhece a beleza dos nossos recursos naturais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Patrícia Ellen.

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Foto: Marcos Santos/USP

Research Centre for Greenhouse Gas Innovation

Constituído pela Fapesp e Shell em 2015, o RGCI conta com cerca de 400 pesquisadores, atuando em 46 projetos de pesquisa focados em estudos avançados no uso sustentável do gás natural, biogás, hidrogênio, gestão, transporte, armazenamento e uso de CO2.

“Esse investimento representa uma nova fase para o RCGI, um dos Centros de Engenharia da Fapesp – um programa que foi criado com o objetivo de oferecer financiamento de longo prazo para a solução de problemas complexos de interesse da sociedade, da economia e da ciência”, afirmou o vice-diretor da Fapesp, Ronaldo Aloise Pilli.

Para o CEO da Shell do Brasil, André Lopes de Araújo, “essa parceria com a Fapesp e com a USP é uma das iniciativas mais importantes para a Shell em pesquisa e desenvolvimento. Agora temos essa parceria estendida por mais cinco anos, com o foco na mitigação dos impactos das mudanças climáticas, e isso tem um claro alinhamento com a estratégia que a companhia tem adotado nesse momento, mirando a descarbonização”.

Com a ampliação de sua área de atuação, o centro mudará de nome, passando a ser chamado de Research Centre for Greenhouse Gas Innovation (RCGI). O centro também passará a ter cinco novos programas: NBS (Nature Based Solutions); CCU (Carbon Capture and Utilization); BECCS (Bioenergy with Carbon Capture and Storage); GHG (Greenhouse Gases) e Advocacy.

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Foto: Marcos Santos/USP

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