Familiares de casal morto por ciúmes, em Campo Alegre, cobram punição

Autor do crime era ex namorado da mulher e não aceitava fim da relação, diz investigação. Ele chegou a se apresentar à polícia em Campo Alegre, mas não foi preso  pois o flagrante pelo crime já havia passado. Autor espera o fim do inquérito pelo assassinato do casal em liberdade.

Os familiares do casal de namorados Fábia Dutra de Miranda, 29 anos, e Douglas dos Santos Rezende, de 22, mortos a tiros há pouco mais de um mês em Campo Alegre de Goiás, a 250 km de Goiânia, reclamam da impunidade no caso. Segundo a investigação, o principal suspeito do crime é um ex-namorado da mulher, que não se conformava com o fim do relacionamento. Ele chegou a se apresentar na delegacia, mas aguarda o processo em liberdade. “A gente está esperando, pois até agora não foi feito nada”, lamentou o pai de Douglas, Nivaldo de Rezende.vitimas-mont

O crime aconteceu no último dia 9 de junho, no bairro Santa Catarina. Segundo a Polícia Civil, o casal estava na casa da mulher, quando o ex-namorado chegou e pediu para conversar com ela. Fábia recusou e o rapaz foi embora. Pouco tempo depois, ele voltou e atirou contra as vítimas, que estavam na sala. Douglas morreu na hora. A mulher chegou a ser socorrida e encaminhada para o Hospital Municipal de Campo Alegre, mas não resistiu aos ferimentos.

A mãe de Fábia, Sílvia de Miranda, estava na residência e presenciou o duplo homicídio. Ela não ficou ferida, mas diz que o trauma é grande. “Isso eu não vou esquecer nem se eu viver 100 anos. Foi muito triste, coisa do tipo que eu nunca pensei que iria passar na vida”, lamentou.

O suspeito fugiu após o crime e se apresentou dias depois à polícia. O delegado responsável pelo caso, Diogo Ferreira, informou que ele não ficou preso, pois o período de flagrante já tinha passado. Ele ressaltou que o inquérito policial está em fase final e deverá ser encaminhado ao Poder Judiciário nos próximos dias. O rapaz deve ser indiciado por homicídio duplamente qualificado, com pena que pode chegar a 30 anos de reclusão.

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