Família de jovem morto em abordagem policial cobra justiça

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Testemunhas relataram à PM que vítima foi baleada por um militar, em GO.

a_1Familiares de Weslei da Costa Ramos de Jesus, de 18 anos, estão inconformados com a morte do jovem, em Anápolis, a 55 km de Goiânia. Os parentes souberam que ele morreu  ao assistir um vídeo divulgado nas redes sociais em que, baleado, ele pede ajuda. O suspeito de atirar é um policial do Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual (Simve).

O crime ocorreu no sábado (6). De acordo com parentes, a vítima saiu de casa com R$ 100 no bolso para comprar chinelo para ele e os irmãos. Já na rua General Joaquim Bonifácio, no Centro, os militares o abordaram. Testemunhas relataram à Polícia Civil que o jovem tentou fugir da abordagem e o policial atirou. A vítima estava desarmada.

“Uma pessoa dessa não pode trabalhar com arma na rua, não tem competência, atirar numa pessoa numa via daquela, com aquele tanto gente passando”, reclama o tio de Weslei, Valdeir Teixeira.

O corpo do jovem foi enterrado no domingo (7). Os familiares cobram que o policial seja condenado pelo crime. “Por que não arrumou uma pessoa experiente para trabalhar no meio da sociedade? Ele sai atirando sem mais nem menos, não é assim não. Eu quero justiça”, afirma a avó da vítima, Marli Bastos da Silva.

O comando da Polícia Militar de Goiás não se pronunciou sobre o caso até a publicação desta reportagem.

Simve
A contratação de reservistas do Exército para atuar no Serviço de Interesse Militar Voluntário Estadual (Simve) é polêmica. O governo alega que as contratações temporárias são necessárias para suprir um alto déficit de policiais militares no estado.

Já o Ministério Público de Goiás considera o programa inconstitucional. Os aprovados no concurso da PM também reclamam da manutenção dos soldados temporários e pedem o fim do Simve.

G1