Ex-usuário de crack é exemplo de superação na passarela do evento

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adrianoEntre os destaques da semana de moda da capital não há artistas globais, mas pessoas que estão construindo a carreira aos poucos. Adriano Lugoli, 34 anos, é uma delas. Depois de morar na rua e enfrentar o vício em crack, ele estreia no evento.

O mineiro fez o que parece impossível para a maioria: lutou e venceu a droga que já tinha lhe transformado em um mendigo e o levado a roubar e perder o contato com a família. No vício por uma década e depois de três internações em casas de recuperação até superar de vez o crack. “Eu perdi muito tempo. Vivia como um zumbi e cheguei a pesar 60 quilos. Mas sou a prova de que é possível se recuperar.” Convencido pela irmã a deixar Uberlândia, onde morava, e passar um tempo em uma casa de reabilitação em Luziânia (GO), Adriano se livrou da droga em 2005. Começou a vender mel para ajudar a instituição que o salvou, mudou-se para o Gama e casou-se assim que recebeu alta.

Descobriu que levava jeito para a carreira de modelo depois de posar para um book que fez para registrar a chegada do primeiro filho — hoje, tem dois meninos. Os amigos passaram a incentivá-lo. Deu certo. Logo vieram os primeiros testes e trabalhos. Em 2009, fez fotos ao lado de Ronaldo, o Fenômeno. Tornou-se garoto-propaganda do serviço Disque-Racismo, da Secretaria Especial de Promoção da Igualdade Racial do GDF. Desde então, ele e se divide entre a função de pai, secretário em uma empresa de assessoria internacional e desfiles, fotos e figurações em comerciais de tevê.

Correiobraziliense