Estaleiro no sul do País é base para construção de cascos

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Até o final de 2016, estão na carteira da Rio Grande a construção de cascos das plataformas do tipo FPSO, denominados replicantes

O Estaleiro Rio Grande 1 (ERG 1), no Rio Grande do Sul, é base para a construção de cascos de plataformas de petróleo. Atualmente, a P-66, que vai operar no pré-sal da Bacia de Santos, é a plataforma mais adiantada do estaleiro. E o avanço físico real acumulado de todas as atividades do Rio Grande chegou ao patamar de 97,15%.

Até o final de 2016, estão na carteira do Estaleiro Rio Grande 1 a construção de cascos das plataformas, do tipo FPSO (unidades flutuantes de produção, armazenamento e transferência de óleo e gás), denominados replicantes: P-66, P-67, P-68, P-69, P-70, P-71, P-72 e P-73.

Os replicantes são construídos em série com conceito de repetibilidade, ou seja, o mesmo projeto é executado várias vezes a fim de diminuir custos e prazos.

Para cumprir os compromissos com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), e incentivar a indústria naval brasileira, o projeto estabeleceu conteúdo nacional de 70% para cascos, média entre 69,5% e 85,5% para módulos e 74% para as integrações.

Em operação desde outubro de 2010, o Estaleiro Rio Grande 1 (ERG 1) ocupa uma área total de 430 mil metros quadrados e tem o maior dique seco da América Latina, com 350 metros de comprimento e 130 de largura, o que possibilita a construção simultânea de dois FPSOs.

Até 2020, a Petrobras vai investir US$ 100 bilhões na indústria naval por conta do crescimento das atividades de exploração e produção, principalmente em função do desenvolvimento de campos do pré-sal.

Hoje, o País conta com dez estaleiros de médio e grande porte em atividade e mais quatro estão em construção, todos com projetos da Petrobras em suas carteiras. Em 2003, eram apenas dois em funcionamento. Cada um destes estaleiros está sendo capacitado para suprir a crescente demanda da companhia.