Estados registram aumento nos casos de covid-19, apesar do apagão de dados no Ministério da Saúde

Da Redação
11/01/2022 - 15:52
  • Compartilhe no Facebook
  • Compartilhe no Twitter
  • Compartilhe no Linkedin
  • Compartilhe no Telegram
  • Compartilhe no WhatsApp

Estados registram aumento nos casos de covid-19, apesar do apagão de dados no Ministério da Saúde

Com 617% de aumento de casos em duas semanas, dez estados entram no vermelho com aumento de mortes. Enquanto isso, governo mantém apagão de estatísticas que deixa especialistas no escuro.

 

O número de pessoas infectadas desde o início da pandemia alcançou 22.558.695. De ontem para hoje, foram confirmados 34.788 diagnósticos positivos da doença. Ontem, o painel de informações da pandemia do Ministério da Saúde contabilizava 22.523.907.

Com isso, a média móvel de casos nos últimos 7 dias foi a 36.227  a maior registrada desde 29 de julho do ano passado (quando estava em 44.974). Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +617%, indicando tendência de alta nos casos da doença.

Ainda estão sendo acompanhados 302.471 casos de pessoas que tiveram o quadro de covid-19 confirmado. Por conta do apagão de dados e instabilidade nos sistemas do Ministério da Saúde, que adia o pleno restabelecimento das estatísticas, cientistas não conseguem estimar a exata gravidade deste momento da pandemia no país. A base de dados mais completa é feita pelo consórcio de veículos de imprensa.

As mortes em consequência de complicações associadas à covid-19 passaram de 620 mil no Brasil. O país registrou, em 24 horas, mais 110 óbitos pela doença e, com isso, o total de mortes chegou a 620.091. Até ontem (9), o sistema de informações da pandemia marcava 619.981 falecimentos.

Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias foi a 128. Em comparação à média de 14 dias atrás, a variação foi de +17%, indicando tendência de alta nos óbitos decorrentes da doença.

Ainda há 2.882 mortes em investigação, dados que não vêm sendo atualizados nos últimos dias. Os casos em investigação referem-se a registros em que a determinação da causa da morte demanda exames e procedimentos posteriores ao falecimento.

O total de infectados com a variante Ômicron no país chegou a 392 – 121 em São Paulo, 58 no Rio de Janeiro, 40 casos no Ceará e 38 em Goiás e Santa Catarina. Ainda há 708 potenciais casos em investigação, a maioria no Rio de Janeiro (312), Rio Grande do Sul (234) e Minas Gerais (114).

Os dados estão no balanço diário do Ministério da Saúde, divulgado na noite desta segunda-feira (10). A atualização reúne informações sobre casos e mortes enviadas pelas secretarias estaduais de saúde.

Os números em geral são menores aos domingos, segundas-feiras ou nos dias seguintes a feriados por causa da redução das equipes que alimentam os dados. Às terças-feiras e dois dias depois dos feriados, em geral, há mais registros diários por causa da atualização dos dados acumulados.

Estados

Segundo o balanço do Ministério da Saúde, o estado que registra mais mortes por covid-19 é São Paulo (155.384), seguido por Rio de Janeiro (69.532), Minas Gerais (56.743), Paraná (40.917) e Rio Grande do Sul (36.484).

Os estados com menos óbitos resultantes da pandemia são Acre (1.852), Amapá (2.024), Roraima (2.078), Tocantins (3.953) e Sergipe (6.062). De ontem para hoje, não houve registro de mortes no Acre, no Amapá e em Roraima.

As mortes em consequência de complicações associadas à covid-19 superaram as 620 mil no dia 10/01/2022.
As mortes em consequência de complicações associadas à covid-19 superaram as 620 mil no dia 10/01/2022. – 10/01/2022/ Divulgação/ Ministério da Saúde
  • Cenário de óbitos também começa a preocupar com alta em dez estados: AL, PA, MT, BA, CE, TO, SP, MG, RO, PR.
  • Em estabilidade estão 6 estados, enquanto outros dez mais o DF permanecem em queda (RN, SC, RS, DF, RJ, GO, ES, MS, PB, AP, RR).
Estados no vermelho começam a aumentar

Vacinação: 67,80%

Até o dia de hoje, foram aplicadas 333,6 milhões de doses de vacinas contra covid-19 no Brasil. São 161,7 milhões os brasileiros que receberam a primeira dose (75,81% da população) e 144,5 milhões os que tomaram a segunda dose ou dose única. Este número representa 67,80% da população. A dose de reforço foi aplicada a 15,5 milhões de pessoas, 14,09% da população.

11 estados não divulgaram dados da vacinação.