Especialistas alertam: pacientes devem parar com as dietas “detox”

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Raymundo Paraná, professor titular de gastro-hepatologia da Faculdade de Medicina da UFBA, e Raul Cutait, professor associado do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da USP e também membro da Academia Nacional de Medicina, escreveram um artigo publicado pela Folha de S.Paulo em que fazem um alerto sobre as substâncias que prometem um corpo perfeito. Segundos eles, isso é prejudicial.

Paraná e Cutait destacam a falta de apelo científico das dietas que circulam pelas redes, as quais não apontam os possíveis riscos à saúde. Os especialistas, por outro lado, não condenam o culto ao corpo, desde que seja em função da busca por uma melhor qualidade de vida. Confira abaixo um trecho do artigo:

Não é incomum o uso de mais de uma dessas substâncias, tais como anabolizantes injetáveis, oxandrolona e hormônio de crescimento. De forma isolada ou combinada, eles podem aumentar a massa muscular, mas criam um considerável risco de morte súbita por infarto, arritmia cardíaca ou hemorragia cerebral, além de problemas como insuficiência renal, tumores do fígado e distúrbios de coagulação.

Essa lista inclui também as chamadas dietas “detox”, cujo suposto efeito seria a retirada de toxinas do organismo associada à perda de peso. Nesse grupo não há padronização e ainda associam-se diferentes práticas, incluindo lavagens intestinais que, além de ineficazes, podem causar perfuração intestinal.