Empresas de alto crescimento empregavam 5 milhões de pessoas em 2013, diz IBGE

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Em 2013, havia no Brasil 33.374 empresas de alto crescimento, que empregavam quase 5 milhões de pessoas assalariadas e pagavam R$ 107,5 bilhões em salários e outras remunerações, mostra pesquisa de empreendedorismo elaborada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em parceria com o Instituto Empreender Endeavor Brasil.

Empresas de alto crescimento são as que aumentam em pelo menos 20% ao ano o número de empregados, por um período de três anos consecutivos, e que têm 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas no início da pesquisa.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Isabella Nunes, embora as empresas de alto crescimento representem parcela pequena do total das empresas com pelo menos um vínculo empregatício, elas respondem por 42% dos novos empregos. A coordenadora informou, ainda, que o retrato de 2013 mostra que o conjunto de empresas de alto crescimento somava 33.374 empresas e 52,4% delas correspondiam a empresas com até 49 pessoas ocupadas.

O estudo indicou também que a maior parte das empresas se encontra no setor de serviços e cerca da metade se localiza na Região Sudeste. “É natural porque é região com mais densidade de empresas, especialmente de alto crescimento”, disse.

O estudo indicou ainda que a média salarial das pessoas empregadas é 2,5 salários mínimos, no biênio 2012/2013, o que representou queda na comparação com o ano de 2011, quando era 2,7 salários mínimos. Já nas empresas multilocalizadas, ou seja, com representações em mais de uma cidade,  a média é 2,8 salários mínimos. O setor de eletricidade e gás foi o que apresentou a maior média salarial entre as empresas de alto crescimento em 2013 (9,6 salários mínimos), seguido de indústrias extrativas (7,5 salários mínimos), de atividades financeiras, de seguros e de serviços relacionados (5,1 salários mínimos).

Segundo a pesquisa, a participação das empresas de alto crescimento equivalia, em 2013, a 0,7% do total de empresas ativas na economia e a 7% do total delas com 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas. Entre 2010 e 2013,elas apresentaram um crescimento de 172% no pessoal ocupado e geraram 3,1 milhões de novos postos de trabalho, o equivalente a 42% das vagas criadas pelo conjunto de empresas ativas com ao menos uma pessoa ocupada assalariada e 91,9% dos postos gerados em empresas com 10 ou mais pessoas assalariadas.

Em 2013, em comparação a 2012, houve uma redução de 5,2% no número de empresas de alto crescimento total. Houve também diminuição de 5,8% no pessoal ocupado assalariado e de 1,1 % nos salários e outras remunerações pagas, em valores nominais.

Quanto à distribuição entre os setores, a área de construção (10,5%) foi a que apresentou a maior proporção de empresas de alto crescimento no total de empresa ativas com 10 ou mais pessoas assalariadas, embora em termos absolutos o maior número de empresas de alto crescimento esteja nos serviços (9.948).

Em 2013, as empresas ativas com 10 ou mais assalariados geraram R$ 1,789 trilhões em valor adicionado bruto, sendo que as de alto crescimento foram responsáveis por R$ 264,1 bilhões, 14,8% desse total. Em relação à receita líquida, as empresas de alto crescimento responderam por R$ 861,4 bilhões, 14,2% do total de R$ 6.055 bilhões de receita líquida gerada por aquelas com 10 ou mais pessoas ocupadas assalariadas.