Em um mundo de fantasia, Felipão e Parreira minimizam vexame e aprovam trabalho

felipaoMenos de 24 horas depois do maior vexame da história da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari e Carlos Alberto Parreira criaram um universo paralelo só deles, um mundo de fantasia no qual a pior derrota em 100 anos de seleção foi mero acaso, algo que logo será esquecido. Munidos de números da campanha, em geral, e da partida vencida por 7 a 1 pela Alemanha, os dois classificaram o resultado apenas como atípico, avaliaram a preparação da equipe como perfeita e ainda arrumaram tempo para ler a carta de aprovação de uma torcedora.

Dona Lúcia, a personagem da carta, teve sua mensagem de apoio a Felipão lida por Parreira. “Você é íntegro”, dizia em um dos trechos.

Nada parece convencer os dois protagonistas do maior vexame da história do futebol brasileiro de que o que aconteceu na semifinal da Copa do Mundo ficará para sempre marcado nas suas carreiras. Felipão tratou mais de uma vez de dizer que tinha “dados da partida” para provar que o que aconteceu não passou de uma pane de seis minutos.

Nós chutamos 18 vezes e fizemos um gol. Eles chutaram 14 e fizeram sete”, disse Felipão usando as estatísticas oficiais da Fifa. Perguntado se chegar à semifinal já foi algo muito além do que o Brasil fez por merecer, Parreira retrucou. Por conta do sofrimento contra Chile e Colômbia, a seleção esteve perto de nem mesmo estar entre as quatro melhores seleções da Copa.

“Com toda nossa incapacidade, conseguimos chegar à semifinal”, disse Felipão de forma irônica. Durante a coletiva, o futebol apresentado pela seleção brasileira foi tratado como “sofrível”. “Alguma coisa foi trabalhada. Sofrível, mas chegamos entre os quatro melhores do mundo. Do mundo”, disse Felipão. Até Murtosa deu seu pitaco. “Os capacitados foram para casa. Os incapacitados chegaram onde chegamos”. O mundo de fantasia estava criado. “Em 11 jogos oficiais ganhamos oito, empatamos dois e perdemos só um. O trabalho foi bem feito”.

Treinador  não sabe o que fará depois da Copa

Felipão não quis falar sobre seu futuro. Tratou de ressaltar que seu objetivo é levar o Brasil ao terceiro lugar no sábado contra Argentina ou Holanda. “Objetivos mudam. Era o primeiro lugar, agora é o terceiro. Vida que segue”.

Parreira, com ar de arrogância, ainda manteve o tom otimista que usou antes da Copa do Mundo. Ele chegou a dizer que o Brasil “estava com uma mão na taça” antes da estreia. “A visão é a mesma. Positiva. Otimista de quem tem a cultura do pentacampeão. Nunca vi líder, comandante dizendo que vamos para a guerra e vamos perdê-la. Era uma obrigação nossa ser otimista, positivo e acreditar no nosso trabalho e na qualidade de nosso jogadores”.

IG

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