Em crise financeira, presidente confirma que CRAC vai abandonar o Brasileiro Série C

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cracO Crac de Catalão, único representante goiano na Série C, não terá condições de seguir na disputa do Campeonato Nacional e vai abandonar a competição. O anúncio foi feito pelo presidente do clube, Eduardo Barboza, o Caçulinha, que apontou como fator decisivo a falta de recursos financeiros. Atualmente, duas folhas salarias estão atrasadas e o clube não tem verba para cobrir as despesas do dia-a-dia.

“Não era o que nós queríamos quando entramos na competição. Mas nossa condição financeira não nos deixa outra saída, a não ser sair da disputa. Caso não haja acordo com a prefeitura ou algum investidor, vamos ser obrigados a abandonar a Série C. Segurei até onde deu, cheguei a arcar com algumas despesas, mas chegamos no limite”, esclarece o presidente.

Nos gramados, a campanha do Crac não é das melhores, o time está na nona colocação do Grupo A, com oito pontos, e figura na zona de rebaixamento. Mas, o presidente nega que a desistência esteja ligada à limitação técnica do time e reitera que o problema é meramente financeiro, já que uma verba proveniente da Prefeitura de Catalão, não vem sendo repassada:

“Quando fomos entrar para a competição, era mediante um convênio com a prefeitura, por um valor que já tinha sido acordado e liberado. Mas, esse pagamento não está sendo feito, e isso inviabiliza nossa participação. São despesas muito forçadas, com viagem, logística, moradia e alimentação dos atletas. Não está sendo possível realizar tudo isso”, explica.

A decisão de abandonar a Série C, que teria, no mínimo, mais dois meses de duração para o time goiano, é uma medida preventiva para evitar que a dívida cresça ainda mais e inviabilize também a participação do time no Goianão 2015. Eduardo Barboza revela que o clube usará o resto do ano para reestruturar o clube financeiramente e voltar estabilizado em 2015.

“Vamos refazer todo o planejamento e não comprometer ainda mais as nossas finanças. Se continuássemos, tudo indica que deixaríamos quatro ou cinco folhas salariais em atraso. Com esse clima, é visível que não temos condições de reagir na Série C, íamos cair de qualquer maneira. Então é melhor segurar a dívida para conseguir fazer um planejamento futuro”, finaliza.

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