Educação à venda: Estudantes fazem manifestação contra OS

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Educação: Hoje já são 23 escolas ocupadas por estudante contra as OSs

Nem a chuva que caiu no fim da tarde desta terça-feira, 22, em Goiânia, desanimou os estudantes secundaristas que já ocupam 23 escolas em Goiás. Eles realizaram manifestação no Centro da capital, pedindo a desistência, por parte do governo estadual, da implantação da gestão as Organizações Sociais (OS) nas escolas goianas.

Com cartazes e palavras de ordem, os manifestantes subiram a Avenida de Goiás, no Centro, e chegaram até a Praça Cívica. Em frente ao Palácio Pedro Ludovico, sede do governo estadual, os secundaristas subiram em cadeiras e bradaram contra o projeto das OS.

Os manifestantes também são contra a militarização dos colégios e pedem o não fechamento de mais escolas. O grupo critica a chamada terceirização da educação, que entrega para empresário a responsabilidade da educação, e, sobretudo, critica a falta de diálogo do governador Marconi Perillo (PSDB) e a da secretária de Educação, Raquel Teixeira, com a comunidade acadêmica.

Em Goiás, são 23 escolas ocupadas, sendo 12 em Goiânia, seis em Anápolis, três em Aparecida de Goiânia, uma na Cidade de Goiás e outra São Luís dos Montes Belos.

Ocupação das escolas

O movimento de estudantes secundaristas contra o repasse da gestão das escolas públicas para as Organizações Sociais (OS) chegou à 23ª escola de Goiás nesta terça-feira, 22. O Colégio Estadual Costa e Silva, em São Luís dos Montes Belos, foi ocupado pelos alunos porque um decreto do governador Marconi Perillo (PSDB) determinou a militarização da unidade. A gestão escolar comandada pela secretaria de Segurança Pública acarretaria na cobrança de taxas, que não podem ser custeadas pelos alunos.

Pela fanpage Contra a Militarização do Colégio Costa e Silva, os alunos já divulgaram a realização de debates, além de atividades de limpeza e de conservação da escola.

Goiás assiste à ocupação das escolas desde o dia 09 de dezembro. Os alunos pedem que o governo de Goiás desista do projeto de repassar a gestão das escolas para as Organizações Sociais, a chamada “terceirização da educação; pedem o fim da militarização – só em outubro deste ano oito escolas passaram para as mãos dos militares –; e o não fechamento de unidades, como aconteceu com o Colégio José Carlos de Almeida (JCA), o primeiro ocupado.

Pelas redes sociais, os alunos pedem doações para a ceia de Natal que ocorrerá nas próprias escolas ocupadas.

GoiasReal

Notícia postada em  

  • 23 de dezembro de 2015
  • Da Redação