Duração da bateria depende da rede da operadora

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bateriaA capacidade das baterias dos dispositivos móveis hoje em dia é um fator crucial, tanto para as fabricantes, que tentam produzir baterias com cada vez maior autonomia, quanto para os consumidores, que buscam, dentre outras coisas, um aparelho que aguente um bom tempo longe da tomada. E muitos fatores influenciam no tempo de autonomia desse componente. Embora as fabricantes digam, nas especificações técnicas o tempo de duração de cada carga, esse valor foi calculado em condições ideais. No “mundo real”, o tempo pode variar bastante, de pessoa para pessoa, dependendo do seu uso.

Com isso em mente é que diversos sites especializados promovem testes de bateria, sob as mais variadas circunstâncias, visando obter o resultado mais acertado acerca da real autonomia das baterias. E foi com este propósito que o site Laptop Mag, vertente do portal Tom’s Guide, pegou quatro smartphones para medir a real autonomia das baterias.

Os escolhidos foram o Samsung Galaxy S4 e Galaxy S5 e os HTC One M7 e HTC One M8. O objetivo era ver a evolução das baterias de uma geração para outra. Porém, com os testes, eles acabaram descobrindo outro dado curioso e que influencia (e muito) no tempo de duração de cada carga. A sua escolha de operadora tem influencia direta no tempo que seu smartphone aguenta longe da tomada. Veja a imagem abaixo e confira as variações de tempo, de uma operadora para outra:

Vemos que todos os aparelhos testados que trabalham com chip da T-Mobile têm uma autonomia maior. Em alguns casos, a diferença de uma para outra é significativa, chegando a 32%. No Galaxy S5, por exemplo, ele dura quase 11 horas quando equipado com um chip da T-Mobile; mas quando mudamos para a Verizon, esse tempo cai em 3:30, chegando em 7:30 minutos de duração. As outras duas operadoras (Sprint e AT&T) também apresentaram tempos de autonomia menores que a da T-Mobile, mas em nenhum momento ficaram tão abaixo quanto a Verizon.

É importante ressaltar que em todos os testes os aparelhos tiveram desligados sua conectividade Wi-Fi, Bluetooth e NFC, além de apresentarem no mínimo 3 barras de sinal 4G. O brilho da tela foi também configurado para 150 nits. Para garantir que os testes não fossem viciados por peculiaridades da infraestrutura local, eles se certificaram de executá-los em duas cidades diferentes, Nova York e Chicago. E esse fenômeno se repetiu em ambas.

Infelizmente, o site Laptop Mag não soube explicar as razões para isso acontecer, embora eles suspeitem de dois grandes motivos: a eficiência da rede de cada operadora e um possível superfaturamento das empresas, ou seja, elas estariam adquirindo mais clientes do que podem dar conta. Mas nenhuma dessas possibilidades foi confirmada. Ao menos eles descobriram que existem outros fatores que alteram a autonomia da bateria. Seria interessante se algum site especializado se disponibilizasse para fazer o mesmo teste com as operadoras brasileiras. Ficamos curiosos para saber o resultado.

Por Felipe Alencar

GGN