Aparecida de Goiânia, domingo, 11 de abril de 2021

Dória anuncia que Butantan vai fabricar vacina 100% nacional no 2º semestre

Redação
26 de março de 2021

O governador João Doria (PSDB) convocou uma entrevista coletiva para a manhã desta sexta-feira (26), ao lado do diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, para dar uma notícia "ButanVac, a vacina com tecnologia do próprio instituto.

Segundo Dória, foi uma vitória "da ciência, que nos enche esperança na luta contra a Covid-19".A nova vacina do Instituto Butantan é feita com base nos imunizantes para a gripe H1N1. A Butanvac é desenvoldia a partir do vírus inativado de uma gripe aviária como vetor para transportar para o corpo do paciente a proteína S integral do SARS-CoV-2. Esta tecnologia é segura, já está amplamente testada e possui vantagens em relação a outras vacinas no mercado, com a Moderna, Jansen e a própria Pfzier, informam os pesquisadores do Butantan.

Além da vacina, o Butatan também desenvolve o soro, a partir do plasma do sangue de pacientes que tiveram covid-19. Este tratamento é eficaz para recuperação de pacientes com sintomas graves da doença.

O objetivo do Instituo Butantan é ter 40 milhões de doses prontas da Butanvac até o fim deste ano. A informação foi noticiada pela Folha de S. Paulo na noite desta quinta-feira (25). Diferentemente da CoronaVac ou da vacina de Oxford, em que os parceiros nacionais podem produzir uma capacidade limitada de doses, na nova vacina o Instituto Butantan é o principal desenvolvedor (85% de participação) dentro de um consórcio e poderá produzir a maior parte dos imunizantes.

O teste em humanos é uma etapa chave para que o instituto possa avançar no desenvolvimento do medicamento e, posteriormente, solicitar seu registro junto à Anvisa, condição necessária para que ele seja usado no mercado. A autorização foi condicionada a um Termo de Compromisso que prevê a entrega de informações complementares. Para o início do estudo, o Butantan ainda deverá apresentar tais informações, que, segundo a Anvisa, não foram integralmente disponibilizadas.

No início de março o Instituto entregou à Anvisa um dossiê com dados sobre o desenvolvimento da substância. A agência fez considerações sobre o primeiro pedido. Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan, afirmou na ocasião que teste pré-clínico demonstrou que o soro foi “seguro e efetivo”. O Butantan tem 3 mil frascos prontos para uso em humanos. A autorização da Anvisa permitirá que o soro seja aplicado em pessoas contaminadas pela doença e, depois, que se descubra qual a dose necessária para obter os efeitos desejados.

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