Dilma fala em novo ciclo de competitividade produtiva

Em entrevista exclusiva à jornalista Renata Lo Prete, da GloboNews, veiculada na noite do dia 11 de julho,  Dilma Rousseff falou sobre economia, energia, banda larga, inclusão digitalt, Copa do Mundo, petróleo e muito mais. Em pouco mais de 50 minutos de entrevista, Dilma disse que as grandes marcas de seu governo são a ascensão social e econômica da população – atualmente, 75% dos brasileiros são das classes A, B ou C – e a preparação para um novo ciclo de competitividade produtiva.

Dilma reiterou que é preciso combater o pessimismo. Ao lembrar da crise econômica mundial iniciada em 2008 e do impacto persistente nas economias disse que “o pessimismo não é uma boa reação a crise, é uma péssima reação”, pois diminui a capacidade de as pessoas entenderem a realidade, superar os desafios e encontrar soluções.

A presidenta disse que foi uma voz solitária ao falar da cdilmarise internac
ional, mas que insistiu e muito para que todos entendessem esse momento. Por outro lado, considerou que, por ter consciência da crise, o governo federal conseguiu impedir o estrago que estava sendo produzido em outros países em termos de emprego e de competitividade.

Uma das medidas de estímulo, apesar de todas as críticas, foi a desoneração da folha de pagamento para 56 setores. Além disso, a presidenta afirmou que as negociações com os setores industrial e do agronegócio foram constantes. “A agropecuária brasileira vive um de seus momentos mais extraordinários” e falou sobre os R$ 180 bilhões que o governo investe no setor.Quanto à indústria, foi adotado o plano Brasil Maior, que ofereceu juros baixos, política de preferência de produtos nacionais, política de conteúdo local, principalmente na área de petróleo, o que contribuiu para a ressuscitar a indústria naval.

E o pessimismo passou por todo o processo de preparação da Copa do Mundo, lembrou a presidenta. “Passamos desde o início do ano, para não dizer desde o início do meu governo, ouvindo que o Brasil era incapaz de fazer uma Copa, sediar uma Copa, de oferecer infraestrutura, de ter Segurança e o que vimos?”, questionou.

Nesse ponto, lembrou das constantes e persistentes “ameaças” de apagão, mesmo com o governo afirmando que “não faltou e não vai faltar” energia antes, durante e depois do Mundial. “Desde janeiro desse ano foi dito sistematicamente que teríamos um apagão de energia”, afirmou, para depois, garantir mais uma vez que NÃO VAI TER RACIONAMENTO DE ENERGIA. O motivo: “Fizemos planejamento, garantimos a expansão”, explicou a presidenta.

Mesmo com decréscimo violento da economia mundial, o Brasil manteve o emprego, na contramão do que acontecia nos demais países. Dilma ponderou que hoje as taxas de crescimento  do emprego já não aumentam muito porque vivemos uma situação próxima ao pleno emprego. “Acho que o Brasil tem todas as condições de ter uma taxa de crescimento melhor do que a do ano passado e, veja você, que tivemos a quarta ou a quinta maior taxa no G20 (no ano passado)”.

Além disso, ressaltou as conquistas da Petrobras, que domina a tecnologia e hoje colhe resultados. Foram 31 anos para produzir 500 mil barris de petróleo e, mesmo com o pré-sal desacreditado por “especialistas”, que afirmavam que estava em uma camada muito baixa, que seria difícil a exploração, hoje já apresenta resultados: “Em três anos, a Petrobras extraiu 500 mil barris.”.

Também falou que a educação será uma obsessão. “Ter transformados os royalties do petróleo e os recursos do fundo social do pré-sal (em investimentos para a educação) vai nos permitir que entremos de fato em um processo de educação de qualidade”.

Agora é preciso superar os ranços da burocracia e apostar na competitividade produtiva, que representará mais inclusão social, redução das desigualdades, o aumento de pessoas no mercado de trabalho e conquistas macroeconômicas.

 

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