Desmatamento é o maior em 4 anos

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A cloud of smoke coming from forest fires cover the Madeira river, in Porto Velho, Rondônia state. In August 2016, Greenpeace flew over the Amazon to search for and register forest fires spots. This year's forest fire season is already being considered one of the worst ever. Nuvem de fumaça proveniente de queimada cobre o Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia. Em agosto de 2016, o Greenpeace sobrevoou a Amazônia para localizar e registrar focos de queimadas e incêndios florestais. A temporada de queimadas deste ano já é considerada como uma das piores da história.

O desmatamento na Amazônia em 2015 foi 372 quilômetros quadrados (6,45%) maior do que o estimado pelo governo no ano passado, o que torna a taxa oficial de destruição da floresta 24% maior do que em 2014. Os dados vêm da revisão anual das estatísticas de desmatamento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Segundo informou o jornalista Maurício Tuffani, a revisão está pronta desde junho, aguardando liberação do ministro Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações).

Em novembro do ano passado, a então ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, divulgou a estimativa do Prodes, o sistema de monitoramento por satélite que dá a taxa anual oficial de destruição da maior floresta tropical do mundo. Os números falavam em 5.835 quilômetros quadrados de floresta perdida, um aumento de cerca de 16% em relação a 2014. Na época, a ministra culpou os Estados pela fiscalização insuficiente.

Os dados consolidados do Prodes, baseados em 214 imagens de satélite que abarcam a região onde ocorrem 90% dos desmatamentos, indicam que o buraco é maior: 6.207 quilômetros quadrados de floresta viraram cinza. A área equivale a 4,1 vezes a cidade de São Paulo. Este é o maior desmatamento anual registrado desde 2011, primeiro ano do governo Dilma, quando foram perdidos 6.418 quilômetros quadrados de selva.

Todos os anos o Inpe divulga uma estimativa da taxa anual, no fim do ano, e uma consolidação dos dados no ano seguinte, com base em uma análise detalhada e um conjunto maior de imagens de satélite. Até o governo Dilma, o governo realizava seminários anuais com membros da academia e da sociedade civil para debater as tendências. Esses seminários foram suspensos em 2012 e serão retomados agora pelo Ministério do Meio Ambiente. O próximo está marcado para os dias 5 e 6.