Aparecida de Goiânia, sexta-feira, 17 de setembro de 2021
Combustível

Deputados criticam nono aumento da gasolina

Redação
12 de agosto de 2021

Deputados do PCdoB reagiram em suas redes sociais ao novo aumento da gasolina anunciado pela Petrobras. De acordo com a estatal, o preço médio por litro do combustível vendido às distribuidoras vai passar de R$ 2,69 para R$ 2,78. É o nono aumento este ano. Nas bombas o consumidor já paga mais de R$ 6,00 pelo litro do produto.

“Enquanto Bolsonaro ocupou os últimos meses do país com a pauta maluca do voto impresso, a Petrobras anuncia mais um aumento nos combustíveis. Gasolina 51% mais cara só neste ano. Arminha com a mão e desfile de canhão não resolvem esse problema”, criticou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

A vice-líder da Minoria, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também se manifestou contra o novo aumento. “Triste! Petrobras anuncia aumento do preço da gasolina em 3,5% a partir desta quinta. O preço do combustível já subiu 51% este ano”, ressaltou.

Até a gasolina chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais (39,1%); custos para aquisição e mistura obrigatória de etanol anidro (15,7%); além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores (12,2%).

A contribuição do preço da Petrobras para o preço na bomba é de 33%, segundo dados da ANP. “Assim, os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo”, ressalta a estatal em comunicado.

“De novo, mais uma vez, a gasolina amanheceu mais cara em todo o país. É o nono aumento de 2021. Quanto está a gasolina na sua região?”, questionou a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA).

Já a vice-líder da Oposição, deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC), lembrou que o aumento faz parte da política de preços mantida pelo governo Bolsonaro. “Tá bom pra você que defende Bolsonaro?”, ironizou a parlamentar em sua conta no Twitter.

O PCdoB é um dos partidos que critica a política de reajuste de preços dos combustíveis adotada pós-golpe, pelo governo de Michel Temer, e mantida pelo governo Bolsonaro. À época, Temer alterou a política de preços para um conceito conhecido como “paridade de importação”, que calcula quanto custaria a venda, no mercado brasileiro, de combustível comprado nos Estados Unidos. A ação de Temer foi fundamental para agradar o mercado financeiro e promover a alta do preço dos combustíveis, além do gás de cozinha, sacrificando ainda mais a renda do brasileiro. No entanto, à época, a medida era “vendida” como alternativa para baixar o preço dos combustíveis, o que não tem sido visto, na prática. Bolsonaro, em vez de enfrentar o debate de fundo, manteve a política.

Em Plenário, Perpétua também criticou o aumento e pontuou que o reajuste do combústivel é seguido de outras altas e que impactará ainda mais a vida dos brasileiros. “O povo não vai aguentar o que está acontecendo com o nosso Brasil. É preciso uma ação imediata deste plenário. Quando se reajusta a gasolina, em seguida vem o reajuste da cesta básica, do botijão de gás, da conta de energia. Desta forma, o povo não aguenta seguir com o governo Bolsonaro.”

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